quinta-feira, 19 de maio de 2005

Sporting 1 - 3 CSKA

  • O Sporting falhou ontem a oportunidade de se tornar a segunda equipa portuguesa a ganhar a Taça UEFA. Recordemo-nos que a única foi ganha pelo F.C. Porto em 2003.
  • O clube russo, que tem o dedo do milionário Roman Abramovich (que é dono do Chelsea), acabou com as esperanças do Sporting de ganhar qualquer coisita esta época.
  • O treinador do CSKA, Valery Gazzaev, tinha prometido que se passasse à final desta competição cortaria o seu característico bigode à Artur Jorge. Ora quem viu o jogo ontem reparou que a bigodaça ainda lá estava. Como é, já não se cumprem promessas!? Só por esta afronta deviam tirar-lhes a taça!

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Policiário III

Dois dias antes. Porto, repartição das Finanças da Boavista. 11.15 da manhã.


“Senhor Funcionário?” perguntou um moreno alto com sobretudo negro e óculos escuros de massa. Aparenta 30 anos e fala com uma voz limpa e pausada.

“Sim.”

“É mesmo consigo que quero falar. Leia o conteúdo deste envelope e siga as instruções à letra. Bom dia” e virou costas saindo com postura de agente secreto.

Estupefacto o Funcionário olhou à volta e sentiu-se estranhamente aliviado por não estar ninguém perto para ouvir a conversa, mas receio de quê, certamente o homem era louco.

No entanto havia algo dentro de si que lhe mandava calar a boca e ser discreto. Foi ter com o chefe de secção e pediu-lhe par ir almoçar mais cedo.

Foi-se sentar num café abriu o envelope e ficou ainda mais estupefacto. O desconhecido tinha-lhe dito para seguir as instruções à letra, mas a mensagem continha uma espécie de cifra e um endereço de Internet.
“Só com números como quer este gajo que leve as instruções à letra?”

Policiário II

Curioso, abriu o pacote e pensou em todos os filmes e livros que tinha lido e que se assemelhavam a esta situação.

Sentiu-se como Ted Mundy e pensou onde estava Jonh Le Carré quando se precisava dele. “Gostava de ter o número de telefone dele, assim perguntava-lhe o que devia fazer nesta situação” pensou.

Mas afinal o que raio é que faz um simples funcionário das finanças entregue à bicharada, num hotel que fica numa terra, que ele só conhecia dos livros de história por cauda da famosa janela?

Policiário

Eram duas e trinta e cinco, quando um homem aparentando trinta anos, entrou no Hotel dos Templários em Tomar.
Dirigiu-se à recepção e depois de algumas palavras trocadas em inglês, pegou num pacote e na chave do quarto e dirigiu-se ao elevador. Dois minutos depois encontrava-se no quarto e vieram trazer-lhe uma garrafa de Martini.

Do seu quarto, que estava localizado numa das esquinas do hotel, tinha uma vista para a vila e para o castelo. Puxou uma das poltronas para a janela e serviu-se de meio copo. Olhou para o telemóvel mas este não correspondeu à expectativa.
Afinal que raio é que estava a fazer ali, pensou. É claro que não era todos os dias que uma desconhecida lhe ligava a propor uma coisa daquelas mas também não era todos os dias que ele se prestava ao que estava prestes a fazer.
Bebeu mais meio martini e tirou um cigarro. O telemóvel tocou e ele foi abrir a porta depois de atender.

À porta estava uma loira nórdica, que vestida de uma forma muito relaxada lhe perguntou num inglês perfeito, em forma de confirmação, o seu nome. Ele tentou mandar uma piada mas o humor nunca tinha sido o seu forte.
Cinco minutos depois a misteriosa rapariga saiu do hotel e ele estupefacto continuou agarrado à sua garrafa e ao tabaco.

Precisam-se: Mulheres saudáveis para comitiva

Reza a lenda que os exércitos levavam atrás de si enormes comitivas.

Para além dos normais cozinheiros, armeiros, carpinteiros, pagens, havia a necessidade de satisfazer outras necessidades prementes da soldadesca.

A moral das tropas tinha que ser naturalmente elevada e quem melhor para fazer isso do que mulheres!?

Ora sabe-se através da documentação relativa a inúmeras batalhas, que existia uma enorme proliferação de mulheres da vida a acompanhar a mole humana pronta a guerrear, por isso desengane-se quem pensa que a guerra era uma coisa exclusiva do sexo masculino.

"Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher."

Primeira reunião dos Besteiros de Aljubarrota



14 de Agosto de 1385
"Acerta-lhe com o virote, corta-o como um serrote!"
Camaradas:
Venho por este meio, mui nobre e eficaz, pedir a comparência de todos os besteiros que serviram debaixo das ordens de tão valoroso comandante, que as más línguas epitetam de amante de moços (é só aspecto, ele gosta é de homens), o Condestável D. Nuno Álvares Pereira.
O banquete realizar-se-à na estalagem de Vítor M. Coito Constantino na supra-citada Vila.
Unidos até depois de mortos!
Nota: o restaurante existe e chama-se mesmo assim!!!

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Publicidade

Estava eu no meu zapping pós-queima das fitas quando o escândalo e a dor bateram à minha porta, para já não falar da estupefacção.

O motivo desta reacção estranha foi um anúncio, não de pensos higiénicos, que eu acho ser o supra sumo da estupidez em matéria de publicidade, mas de bandas depilatórias.

Porque será que os anúncios com maior carga de estupidez são dirigidos às mulheres? Serão feitos por criativos machistas?!

Mas continuando. Estava eu acompanhado da minha cervejinha quando de repente aparece uma rapariga com uma perna engessada, com um rapaz imberbe a preparar-se para lhe retirar o dito - acho que ele não tem idade para ter qualificações para efectuar o serviço - e ela está preocupada com os pelos que possa ter na perna.

A voz off relata que ela usou bandas depilatórias que duram quatro semanas. A perna direita está impecável, sem um pelo que se veja, e se não me engano os pelos das duas crescem ao mesmo ritmo, a não ser que ela seja maluca e depile mais vezes a esquerda, então porque se preocupa?

Mas não é aqui que eu quero chegar. Quando se retira o gesso descobre-se, com grande surpresa, que não há pelos nenhuns, que surpresa!!!!

E logo de seguida o rapaz que descobrimos que é ortopedista, muito embora ele não tenha idade para ter o 12 ano, dá-lhe a marteladela da praxe no joelho e leva um pontapé nas partes baixas.
A voz off limita-se a dizer "Se ao menos todas as sensações durassem tanto tempo".

Estes publicitários são doidos. Sabem a dor que é levar um chuto nos TOMATES!!!???????

Penso eu de que

O amor é um pêndulo afiado que corta devagar o coração.

Penso eu de que

Errar não é humano, é estúpido.

Penso eu de que

Pensar é uma fraqueza, os ingénuos dormem melhor.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Queima do Porto II

Vocês sabiam que até sexta-feira dia 6, penúltimo dia de Queima já tinham entrado 250 000 pagantes no recinto?
Isto significa que a FAP encaixou cerca de 2 000 000€, a fazer contas de €8 por bilhete, já que tem que se fazer uma média entre os bilhetes de estudante entre os 5 e 6 e os gerais 10 e 12.
Espero ver o que FAP vai fazer com este dinheiro todo!!!
Afinal, na moeda antiga só são 400 000 contos!

Queima do Porto

Que dizer desta grande instituição?
Estivemos lá à procura de inspiração e de cerveja e já vos digo que foi de morte!
Uma bonita média de 20 cervejas por noite, das quais creio que só para aí umas três é que forma pagas...
Nunca subestimem o poder de persuasão de uma pessoa com muita sede!
Ou seja... 6 noites vezes 20 dá qualquer coisa como cerca de 120 cervejas que dá para aí 30 litros de cerveja!!!! Como se diz na minha terra "vai beber a uma bouça".
Tenho a acrescentar que dos concertos pouco vi e fodi a minha roupa toda. pareço um molho de podas ambulante.
Agradecimentos:
Ao pessoal da "Dura Moca", do "Kop's", e de mais algumas barracas das quais não me lembro do nome; ao pessoal da PSP que fez com que eu entrasse duas vezes de borla no recinto; ao Zeca pela credencial de domingo; à Cláudia pela credencial de sábado; e a todas as gajas a quem eu estive a chatear a cabeça!!!!
P.S. Marta se vires isto entra em contacto LOL

terça-feira, 26 de abril de 2005

Escritor semi-inspirado procura escritora transpirada

Escritor com um quarto de inspiração para partilhar procura escritora transpirada para dividir a renda de um blog em remodelação constante.

Responder para este endereço.

Agora sei o que escrever

Caros leitores:

A falta de inspiração foi chão que já deu uvas;
Não há fome que não dê em fartura;
A escrita é como as cerejas, quando escrevemos um texto não conseguimos parar.

Pois somados todos estes pressupostos, garanto-vos que o meu bloqueio cabou, pelo menos para já e durante esta semana vou voltar a atazanar-vos o juízo, com mais pérolas discursivas, daquelas que já me caracterizam.

Até lá leiam os outros blogs.

Miguel de Terceleiros

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Não sei que mais escrever III

É desesperante tentar escrever e não nos vir nada à cabeça. Escreves e riscas logo a seguir. Escreves, riscas, escrevesriscas, que merda que borrão!!!!!!!
Desculpas… pedes uma cerveja. Bebes, bebes, bebes até que os teus sentidos se embotam e começam as ideias a fluir. Precisas é de um calço mental para poder deixar que tudo que está dentro de ti saia a bem.
Começas a rir, primeiro por dentro e depois gargalhas, metralhas tudo à tua volta, agarram-te pelos colarinhos e põem-te na rua.
Para além de não conseguires escrever também não consegues falar. Só consegues rir, rir, rir, rir, rir e começas a lavar-te em lágrimas, de tanto rir e não conseguir parar.

Não sei que mais escrever II

Ao contrário do que era usual, tudo o desconcentrava.
Uma criança de colo chorava e a mãe teimava em não o acalmar. Com a indiferença no olhar continuava a falar com a amiga e de quando em vez soltava um “o raio da criança não se cala” e continuava na sua estagnação de espírito que já lhe advinha da nascença. A estupidez momentânea, que passa por toda a gente sazonalmente, por álcool, sono ou distracção, até é aceitável e ludibriável, mas a congénita, nem pena se deve ter, não há solução e ponto final.
Cansou-se de observar aquela estupidez de cavalgadura e dirigiu a sua atenção para o papel em branco que devia encher-se de letras. Aquela alvura gritava-lhe aos olhos e deixava-o louco. Quanto mais olhava menos ideias lhe vinham à cabeça.

terça-feira, 15 de março de 2005

Não sei que mais escrever

Foi exactamente naquele dia de Janeiro que as coisas começaram a aquecer. Saíra de casa com uma vontade de se desintegrar em mil pedaços. Não fazia sentido nenhum o que tentara escrever. Como escritor que era, a escrita é que lhe dava de comer, e sem fazer sentido, não ia muito longe. Tentou organizar as ideias e compreender o que estava mal, mas não conseguia.
Seguiu rua fora, com os camiões, a alta velocidade, a deslocar-lhe o centro de gravidade e a afastar os insistentes mosquitos que proliferavam junto à sua casa. Sentou-se na pastelaria do costume e começou a rabiscar as primeiras palavras, e deixou-se entrar numa imobilidade introspectiva que costumava obter o efeito desejado.

Os três períodos do homem

As várias correntes da Filosofia/Psicologia criaram várias teorias acerca do crescimento do homem, mas numa manobra de bastidores vamos tentar revolucionar completamente as teorias instituídas e relegá-las para um plano insignificante da nossa volátil memória.
O homem, entende-se sexo masculino, só pressupõe três fases na sua vida madura, que giram em torno da esfera sexual, como não podia deixar de ser. A primeira fase é o chamado Período Pré-ejaculatório. Neste período o homem atinge um grau de obsessão preocupante na constante procura da cópula. Atinge normalmente o grau 7 da escala de Kerosaltarparaacuecadealguémrápidoantesqueosmeustestículosrebentem. O macho tem uma ideia fixa que é copular com alguém seja de que forma for. Dirige-se às Gafarias, vulgo discotecas e atira-se ao bando na esperança de concretizar o seu objectivo. Qualquer espécime serve em alternativa ao Five Fingered Jack, amigo de qualquer bolso das calças.
A segunda fase é o Período Ejaculatório, propriamente dito, em que o macho já está efectivamente na cópula a saciar a sua gula como um abutre no pico do Outono. Nesta altura registam-se níveis entre 4 e 9 da escala Daquinãosaiodaquiningémmetira. O macho pensa que já está a fazer aquilo para que foi criado.A fase três, a última, para quem estava distraído é o Período Pós-ejaculatório, em que o macho acorda do cansaço e da bebedeira, olha para o lado e com uma onda de choque, que lha atravessa o corpo e lhe entorta as orelhas em nuances de caos, grita a plenos pulmões AI QUE ELA É TÃO FEIA!!!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

14 Euro de Táxi II

Uma operação stop. Começas a ver a tua vida a andar para trás.

“Não diga nada, deixe-me falar.”

“Boa noite. Os seus documentos e os da viatura.”

“Boa noite senhor agente, é para já.”

“O senhor sabe que vinha em excesso de velocidade?!”

“Devo ter-me distraído, sabe como é, engatámos na conversa” aponta para ti “e devo ter carregado mais um bocadinho no acelerador.”

“Pois é, mas o senhor é um profissional e não se pode distrair, vou ter que o autuar.”
Pensas na mulher que está na tua cama e resolves intervir.

“Senhor agente, se me permite, a culpa é minha. Vim do Sul em negócios e fui beber um copo. A certa altura uma ruiva, daquelas poderosas, veio ter comigo. Perguntou-me alguma coisa em inglês. Era croata. Está cá também em negócios e vai-se embora amanhã. Conversamos um bocado e eu gostei dela e ela de mim. Convidei-a para ir para o meu hotel e ela achou boa ideia. Quando cheguei ao quarto descobri que não tinha preservativos e foi nessa altura que contratei este senhor para me levar a uma bomba de gasolina para os comprar. Como vê é uma emergência.”

“Amigo, não diga mais nada, se eu tivesse um que fosse dava-lho já, mas espere um pouco que vou ver se o desenrasco.” Resultou! A solidariedade entre homens é a melhor coisa que existe. Ainda estás a tentar perceber como tiveste a lata para dizer aquilo tudo quando o agente volta.

“Falei com os meus colegas e nenhum tem, mas já ali à frente há uma bomba de gasolina que tem.”Encolhes os ombros, fechas a boca, o taxista sorri porque não vai ser multado e recebidas as indicações o teu companheiro volta a pisar no acelerador.

14 Euro de Táxi I

Baixa do Porto. Olhas para o relógio da Câmara e descobres que faltam três minutos para as cinco da manhã.

O Jack Daniel’s diz-te o que deves fazer, diriges-te ao Mercedes creme e abres a porta. Um homem dos seus quarenta e muitos está lá sentado. Barba cuidada, mas com as manchas amareladas típicas de fumador, rugas que marcam os que optam pelos turnos da noite e o inevitável casaco de cabedal preto, está a fumar e faz o gesto para deitar fora o cigarro.

“Boa noite. Deixe estar, eu também sou fumador”. Ele agradece com o olhar e pergunta “para onde”. “Vou-lhe ser muito sincero. Tenho no quarto do hotel uma rapariga lindíssima e preciso de preservativos. Leve-me a uma bomba de gasolina!” O homem arregala os olhos e irrompe numa gargalhada que te dá vontade de rir também, no entanto ficas sério o que faz com que o taxista se sinta mal por ter rido. Sorris e o ambiente desanuvia-se.

“Ok vamos a uma aqui perto que me parece que estás bem fornecida. Mas diga-me o senhor não é de cá pois não?!”

Abres a boca para falar e reparas que tens falado com sotaque do Sul, involuntariamente disfarçaste-o porque achas que deves passar incógnito nesta delicada missão. Resolves alinhar na conversa dele.

“Sou do Sul, já estudei cá, mas agora trabalho e vivo lá em baixo. Venho cá de vez em quando em negócios e hoje, quando menos esperava, vem uma mulher ter comigo, e sabe como são estas coisas…” Mentes com todos os dentes que tens na boca mas achas que foi bem improvisado. Acrescentaste que viveste na cidade para assegurar qualquer falha no sotaque e para o taxista não se pôr a dar voltas desnecessárias para te comer o dinheiro.
“Pois amigo, se eu tivesse a sua idade também aproveitava. Até é pecado recusar uma mulher que nos cai nos braços vinda dos céus. Eu, no meu tempo, também fiz das minhas e digo-lhe que nestas coisas temos é que ser uns para os outros. Estamos com azar.”