quinta-feira, 7 de julho de 2005

Cinzas

S. Tomé de Covelas - Douro

Um amigo do coração e da alma levou-me, à cerca de um mês, a visitar este sítio fantástico. Fiquei apaixonado e com o convite de lá voltar fiquei-me pela intenção.
Para grande pena minha, ontem, a margem esquerda ardeu e todo o verde que se vê foi sustituído pelo preto da cinza.

Por favor tenham atenção com as atitudes passíveis de provocar incêndios ou então vamos lembrar-nos destes paraísos só pelas fotografias.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Ovos


E embalagens de três?! Estes são esquisitos...

Alguém me explica porque raio é que vendem os ovos em caixas de seis?!
Será que é uma estratégia de marketing dos galináceos para vender mais? Tudo bem que ninguém compra um ovo, mas se eu quisesse comprar só um ovo como seria? Não me venham dizer que as galinhas põem seis ovos de cada vez que eu não acredito. Já para pôr um vêem-se aflitas!

Justifiquem-se com “ninguém no seu perfeito juízo compra só um ovo” mas eu quero comprar só um. Prezo muito a unidade e acho que é um desrespeito para com esta quantidade venderem os ovos em caixas de seis.

Nos restaurantes, quando pedimos um bife com um ovo a cavalo, vem só um ovo. Tenho a certeza que as embalagens de um só ovo estão a ser sugadas pelos restaurantes. É mais fácil de armazenar e assim os outros cinco não se estragam, ou já apanharam algum ovo choco num restaurante?! Mas em casa já, tenho quase a certeza absoluta!
Expliquem-me lá porque não há embalagens de um só ovo!

terça-feira, 5 de julho de 2005

5 de Julho de 1975


Este já não é o meu super herói!

Quando era miúdo, lia e relia todos os livros do Capitão América, Homem Aranha, X-Men e muitos mais. Eram os meus super heróis e tu bem os sabias. Fui crescendo e conheci outros, o Pai, a Mãe, o Mestre e… Tu.

Foste sempre um exemplo, uma referência, ouvia a música que ouvias, lia o que lias, ria-me do que rias e ficava sentido por não te rires do que eu dizia como eu me ria do que tu dizias – quanto a isso sempre foste um pedante disfarçado, com uma vontade de rir mas afinal para que servem os irmãos mais velhos?!

Ainda hoje ages da mesma forma, se bem que de vez em quando lá te escape a gargalhada, a diferença é que já te fiz a folha.

Gostava das histórias que me contavas, da tua vida académica em Coimbra, das conversas que tínhamos – não me lembro bem sobre quê - gostava de te ter perto de mim.

Não gostava que evitasses chegar junto comigo à escola, nem que me ignorasses quando estavas com os teus amigos, mas no fundo sabia que tinhas orgulho em mim como eu tinha e tenho em ti.
Já mais velhos descobrimos a cumplicidade que diverte toda a gente. É bom fazer equipa contigo, só é pena que não seja mais frequente.

Tu e o resto dos manos preencheram muitas horas da minha vida, tornando a minha infância em algo invejável, mas tu, sabes bem que foste e serás sempre um super herói!

Parabéns!

P.S. 1 - Hoje estive no Café do Cais, lembras-te?
P.S. 2 - Obrigado pela contribuição para aquilo em que me tornei hoje.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Despedida de Solteiro


Só queria que a minha fosse assim...

Meus amigos: faltam poucos dias para esta espécie de sanatório festejar o seu primeiro aniversário. De facto a 9 de Julho de 2004 apareceu pela primeira vez alguma coisa escrita na World Wide Web. Tomei-lhe o gosto e deu nisto.
Daqui a 5 dias tragam as sardinhas e o vinho e umas febras para mim, que não gosto de sardinhas, e fazemos cá a festa!
Mas não era isto que queria postar.

Este fim-de-semana estive numa despedida de solteiro de um dos amigos que se agarrou ao meu coração e não quer mais largar, o raio da lapa. Se estiveres a ler isto, que vais ler de certeza, sabe que estás cá e não te vou deixar sair.

O que é certo é que não alinhamos naquelas mariquices, ou deverei dizer machistices, de ir jantar e depois ir todos para um bar de strip ou mesmo um bordel. Como achámos que essas coisas só fazem sentido para quem tem uma vida sexual de MERDA, e como estamos bem satisfeitos com a nossa libido, optamos por uma coisa mais à gajo.
Pegámos em nós e bora lá dar uns tirinhos com bolinhas de tinta. Brincar aos cáubois com armas mais ou menos a sério.

É claro que aquilo foi tudo menos justo. 11 marmelos contra 2 e vimo-nos desgraçados para ganhar, e depois ficamos todos contentes por os termos morto. 11 contra 2, acham isto normal?!
Depois de tombos e mais tombos, pisadelas que parecem chupões, e braços cortados, chouriço assado e bons alvarinhos, ainda não estamos cansados de ser miúdos.
Esta cena dos tiros parecerem chupões dão muito jeito. Quando quiserem ir para a rambóia digam que vão jogar paintball eheheheheh!

“Bora lá para a Maia e jogamos um Indoorzito”. Uma hora foi o suficiente para ficarmos todos com os bofes de fora. Para além dos hematomas que angariáramos no Paintball, toca a juntar umas cacetadas – desculpa lá ò Berto, foi mesmo sem querer – e umas quedas aparatosas (para descansar os pulmões).

Francesinha ao jantar é de homem, e muita cerveja também. Uns croft’s, mais umas cervejas, e mais uns croft’s e quando damos por ela estamos todos bêbados. E vimos para casa a braços.
As melhores são no S. Nicolau e no Encontro

Moral da história: Eu não sirvo para esta vida saudável; estive 22 horas a recuperar (a dormir); ficámos todos pisados e doridos; ainda bem que o casamento é daqui a duas semanas, senão para reconhecer os convidados do noivo era muito fácil, eram os que tinham escoriações.

Amigo noivo, quase casado: és e serás sempre aquele amigo especial que vai ouvir todas as coisas da minha boca e falar de tudo aos meus ouvidos. Não posso esquecer tudo o que já passámos juntos e não posso prever aquilo que vamos passar no futuro, mas uma coisa é certa, vamos ser como os velhotes dos marretas.

Abraço

P.S. Não te enuncies por favor .

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Haxixe V


Olha a capa italiana...

Acerca do “Velho da montanha” Hugo Pratt põe na boca de Corto Maltese:

«Mais a Sul, mas montanhas, vivia há muito tempo um povo sarraceno, os Hashãshins, na sua língua, “os segnors de montagna” na dos latinos. Esse povo vivia sem lei.
Alimentava-se carne de porco, apesar do Corão, e abusava de todas as suas mulheres sem distinções, incluindo as suas mães e irmãs.

Nessas montanhas, entrincheirados nos seus castelos fortificados, eram inexpugnáveis. O seu chefe inspirava grande receio quer nos príncipes sarracenos seus vizinhos quer ao aos mais distantes, assim como aos senhores cristãos das fronteiras.
Tudo isso porque os liquidava de um modo bastante original…

Esse chefe, de nome Aladino, possuía, encerrado entre duas montanhas, um vale chamado Alamuth, e tinha-o transformado num maravilhoso jardim com magníficos palácios, fontes de vinho, leite e mel. Aí lindas mulheres tocavam música, dançavam e cultivavam todas as artes do amor…»
_ _

Alamuth
.
Continua
Drogas anteriores:

quinta-feira, 30 de junho de 2005

Viva a Medicina


A minha mãezinha bem me dizia "Vai para medicina"

Estava eu, por acaso, num hospital particular do Porto, quando se me deparou uma situação digna de nota.

Para vos enquadrar, tenho a dizer-vos que é uma das instituições mais ricas da cidade, e não vos vou dizer o nome (começa por “Venerável” e acaba em “Francisco” e no meio tem “Ordem” e “Terceira”) já que posso ferir algumas sensibilidades.

Esta instituição tem um parque de estacionamento que alberga cerca de 15 automóveis, 8 dos quais com um preço acima dos €75 000. Ele é Maseratti’s, Porsche’s, Jaguar’s, Mercedes topo de gama… vou-vos descansar e dizer-vos que não são da instituição mas dos médicos que lá prestam serviço – entram às 15:30 saem às 16:00 e embolsam €2 000. Nada mau.

Ora estes senhores doutores (vénias) que devem trabalhar em muitos hospitais, não sabem uma das regras básicas de comportamento junto a estas instituições. Acho eu, e elucidem-me se estiver errado, que não se pode buzinar junto a hospitais.

Estes senhores doutores (vénia e beijo no anel de curso) quando chegam ao portão da referida instituição, para não desalaparem o rabiosque do estofo de couro do seu bólide caríssimo, buzinam para o segurança ou o porteiro carregar no botão para lhes abrir o portão, incomodando os pacientes, na sua maior parte idosos, que recuperam da operação que o senhor doutor (vénia, beijo no anel de curso e “o senhor é um santo”) efectuou ela módica quantia de €2 000.

Senhor doutor (repreensão severa, chuto na porta do Maseratti e pazada de terra para dentro do carro) esfregue os olhos, para tirar os cifrões, e ponha os pés na terra da humildade e do bom senso.


Pazada de terra lá para dentro!

segunda-feira, 27 de junho de 2005

Al Gharb


Praia da Rocha - Portimão

Nada melhor para carregar as pilhas que um fim de semana no Algarve com os amigos.
É sempre bom fazer 600 quilómetros para passar lá três dias a descansar para nos cansarmos outra vez com mais 600 quilómetros no corpo!

O primeiro dia é para descansar da viagem, o segundo para apanhar sol, o terceiro para preparar a viagem para cima e segunda feira de volta ao inferno, mas já com a cabeça vazia.

E para quem não sabe, Algarve vem do árabe "Al Gharb", que significa "O Ocidente", nome dado pelos árabes quando conquistaram a Península Ibérica em 711 d. C.

terça-feira, 21 de junho de 2005

Insurgimentos



Tiago Monteiro Allez, Tiago Monteiro Allez...


Já estou a ver que ninguém passa cartão ao meu outro blog, por isso la vai ter que ser, vou massacrar-vos a cabeça neste.
Não faço a mínima ideia sobre o que vou escrever, mas aproveito para me insurgir contra duas coisas que aconteceram neste fim-de-semana.

Insurgimento 1: não me conformo com a cobardia das sete equipas que desistiram este fim-de-semana no grande prémio dos Estados Unidos. Já sabiam à partida que iam levar na tromba do nosso menino – Tiago Monteiro – que ficou em terceiro lugar – para além de elevar o recorde de finalização de grandes prémios como rookie para 9 (o anterior recorde era de Niki Lauda com 7 GP’s).

Ah Ganda Tiago!

Insurgimento 2: não me conformo que a quinta das celebridades tenha acabado! Como é que eu vou atazanar a cabeça à minha mãezinha a partir de agora, com que programas?
Vamos voltar à oligarquia das telenovelas?!

A minha vida perdeu todo o sentido! Vou-me suicidar com uma colher!

sexta-feira, 17 de junho de 2005

Geração de 70

“Por fim tu ó árbitro da contenda. Sem dúvida que gostas muito deles e pretendes deitar água na fervura… Mas se agisses de outra forma, serias mais eficaz.
Sem dúvida que és inteligente e conseguirias dobrar os argumentos de qualquer um dos dois, no entanto ages com modéstia, falsa diria eu, e acho que não me enganaria se o afirmasse. No entanto, apesar do que sabes, preferes guardá-lo para quando tens a certeza e não caíres no ridículo a que eles naturalmente se sujeitam.”
“Quatro traçados para esta mesa” interrompeu Mercúrio que já via o sangue prestes a esparrinhar-se na parede.
Teófilo Braga

“Para quem me caracteriza assim merecias comer do teu próprio veneno. Com esta entrada em cena, carimbaste o teu passaporte para o mesmo destino que é o meu. Impressionas com o teu discurso, mas acho que a observação que fazes é superficial, por isso deixa-te estar, bebe um copo e radiografa-nos de outra forma.”

“Seja, pelo menos já tenho direito a um traçado à vossa conta.”

“Eu sou o Mercúrio, ele é o Tântalo e o Mr. Arrogância é o Narciso.”
“Vocês armam muito ao pingarelho! É claro que esses não são os vossos verdadeiros nomes, e se é para brincar… eu sou a Jocasta, como não tenho idade para ser vossa mãe, não corro o risco de nenhum de vocês se atirar a mim.” Riu-se da piada e foi seguida pelos três companheiros.
Bem... Voltando à auto-promoção... Aqui vai mais umas das pérolas pseudo literárias que este porco intelectual debita no OUTRO BLOG.

quinta-feira, 16 de junho de 2005

terça-feira, 14 de junho de 2005

Chavões


Fonte: Teresa Santos

"É por isso que este país não anda para a frente"


Fonte: Alberto M

"A culpa disto tudo é dos políticos"



Fonte: João Leonel Pires Costa

"Eles são brancos que se entendam"

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Geração de 70

Pois é, a autopromoção é uma cois muito feia, mas vejam a reinvenção da Geração de 70 no meu outro blog.
Vão ver que não se vão arrepender!



O Casino Lisbonense, em Lisboa. Nele tiveram lugar, em 1871, as Conferências do Casino, organizadas pelo grupo da Geração de 70.

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Veneza



A Ponte dos Suspiros.
Quando estive em Itália há uns dez anos atrás, fiquei impressionado com a beleza desta ponte.

Mais impressionado fiquei, ao constatar a utilidade de tão fermosa construção.
Era nada mais nada menos que o acesso do Palácio dos Doges para as masmorras. Um corredor estreito faz a passagem e não me admiro que os prisioneiros suspirassem...

Que beleza e que saudades!

quarta-feira, 8 de junho de 2005

O que diz o Povo






"Não somos nada nesta vida, nada..."

É para verem o que eu sofro todos os dias... Já não basta andar a encontrar ossos, ainda tenho gente a debitar pérolas destas!!!

Ajudem-me!

terça-feira, 7 de junho de 2005

Cacofonias

Tem piada pensar em algumas palavras ou expressões anglófonas e discernir o seu verdadeiro significado, senão vejam.

Cock Robin - Banda dos anos 80.

Desmultiplicação
– Cock= Piroca
- Robin= espécie de Tentilhão

Tradução: a piroca do tentilhão.

Cock Robin, que raio de nome!

Acho que é um tentilhão...




Winnie the Pooh: Urso querido que tem uns amigos muito esquisitos (já viram bem o burro?!)

Desmultiplicação
- Winnie – penso que não é assim que se escreve, mas que soa a pilinha…
- pooh: é o que as crianças dizem quando querem fazer necessidades sólidas “i wanna pooh”.

Tradução: Pilinha o cocó de bebé.

Quem diria que esta carinha escondia o terrível segredo.


Alfred Hitchcock: The Master of Suspense, dispensa apresentações.

Desmultiplicação
- Alfred = Alfredo
- Hitch = comichão (já sei que não é assim que se escreve)
- cock = já sabemos que é piroca.

Tradução: Alfredo comichão na piroca.


"Também tu tens comichão!"


Bangkok: Capital da Tailândia (não se comecem a rir já).

Desmultiplicação: Bang = onomatopeia de tiro; queca.
Kok: é muito paraecido com piroca ou é impressão minha?!

Tradução: queca com a piroca.


Desculpem mas isto é o resultado de muitas horas ao sol.


É dos melhores sítios para Bangkok.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Gralhas



Surfista - Protágoras: morreu afogado coitado, devia ser do vinho.

Sofista: Não me parece que seja necessária muita filosofia para fazer isto!





Surfista: aquele que, fazendo uso de raciocínios capciosos, busca, por um lado, enfraquecer e ofuscar o verdadeiro e, por outro, reforçar o falso, revestindo-o das aparências do verdadeiro.

Sofista: Tipo que se mete em cima de uma prancha de surf e cavalga as ondas tentando aproveitar a força destas para executar acrobacias.

Gralhas



Estilista



Estilita


S. Simeão o Estilista, foi apelidado de “o Louco”, e não há dúvida que era um bocadinho.
Entrou na cidade de Emesa a arrastar um cão morto que vinha agarrado ao cinto, e no domingo seguinte entrou na igreja e começou a atirar nozes às velas apagando-as todas.
Para além disto sentou-se em cima de uma coluna um “ror” de tempo e as pessoas davam-lhe comida para ele rezar por elas.
Não era muito bem acabado.
Gianni Versace -1946-97 Estilita de sucesso. Foi assassinado à porta da sua casa em Miami Beach por um serial killer em fuga.
Olha que azar, com tanta gente para se cruzar teve logo que tropeçar num assassino de massas!

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Ribeirinha 2:43 da manhã

A conversa começa a agradar-me. A um canto a finlandesa alta, que deve ser médica, faz uma endoscopia com a língua ao meu mano, mas ele não parece muito incomodado.

A cerveja conduz as minhas cordas vocais orquestrando uma verdadeira ode em sonetos, pelo menos assim me parece, e a Chaimite sorri de orelha a orelha.

Vamos daqui para fora, para minha casa. Obediente, sigo o mano e a sua nibelunga e insisto para paramos na barraca dos cachorros.

Que maravilha de cachorro! Se não fosse a quantidade industrial de estafermococos que andam a passear nestes ingredientes, até comia outro. Não como e seguimos viagem.

245 curvas depois. Estamos a tentar acertar com a chave na fechadura, digo entaramelado à nossa companhia e rio à gargalhada unissónica com o mano.

Estamos a demorar mais tempo a abrir o raio da porta que a chegar a casa, e penso que a cerveja afecta a coordenação mais que o sentido de orientação.

Quarto para mim, quarto para ti, finlandesa para mim, finlandesa para mim, já estou lindo já!

Às escuras a minha parece mais magra do que realmente é. Fico contente, mas também depois do primeiro beijo não interessa o calibre da peça mas a qualidade do disparo.
Acendo o rastilho e espero pela pancada. Corre tudo bem embora o nosso vocabulário tenha reduzido drasticamente.

7:07 da manhã. Não quero mais, já chega, digo com voz de sono. Já te disse que não quero! Finalmente abro os olhos e esfrego-os para me certificar que estou acordado perante o cenário dantesco que se apresenta no palco da minha ressaca.

Por momentos só me vem à cabeça o Anão de Velásquez, gordinho e com aquela barbita…
Tens preservativos, pergunta o anão. Aqui está ele nu, à minha frente, a pedir a bóia de salvação que eu não tenho para lhe atirar.

Respondo e vejo o mano a arrastar o corpo em direcção à porta.
Tento juntar as peças do puzzle e percebo que ele não irá ter mais sorte essa noite.

quarta-feira, 1 de junho de 2005

23:59 no Está-se Bem

Não há dúvida nenhuma que existe uma certa empatia entre mim e a Chaimite. Gosto mais delas esculturais, mas há algo em mim que em impele em direcção ao seu decote. Não é nada feia e começam-me a dar uns calores.

É sempre assim quando bebo umas cervejas. A minha libido pega nas rédeas e invariavelmente acabo num estábulo que não reconheço, agarrado a uma égua qualquer.
Mas deixemos fluir a cerveja.

O mano está muito entretido a conversar com a mais alta das duas e eu só consigo pensar que não me apetecia muito demorar muito mais tempo fechado neste sítio.
Vamos para o Ribeirinha. É já ali em cima. É um tasco do melhor, aliás uma leprosaria, a carne é de muita má qualidade.

Karaoke, karaoke , já estou farto de cantar. Cerveja e recomeço a sedução aos peitos da finlandesa. Desculpa lá mas só consigo ver isso à frente, UM ENORME PAR DE olhos azuis. São lindos. Mas há mais coisas para onde olhar…

Continua…

terça-feira, 31 de maio de 2005

17:05 numa qualquer esplanada da Ribeira

Eu e o meu mano estamos sentados a saborear a nossa cervejinha pós trabalho.Segundo os ensinamentos do já falecido e saudoso Carlos Alberto Ferreira de Almeida, portentoso historiador de arte, com algumas (muitas) incursões na arqueologia, bebo com gosto lembrando-me de uma máxima sua "Todo o que mexe em terra tem sede".
Um dia inteiro a mexer em cacaria velha e ossadas tem que ser afogado com a respectiva loira... E por falar em loiras, aí vem elas.
Pisco o olho ao mano, com cumplicidade, que segue as duas com o olhar de felino (gato siamês) pronto a atacar.
Não passam cinco minutos para já estarmos em amena cavaqueira com as duas finlandesas. Altas, como se prezam as nórdicas, uma delas com um ligeiro ar de chaimite. Chaimite pois! Tanque de guerra tem lagartas, o chaimite tem pneus, por isso assim seja.
Desapontamo-nos com a falta de cultura das duas, afinal os nórdicos deviam conhecer a sua mitologia. Thor, Loki, Odin, Asgard, népias, não conhecem nada.Com certeza que não será a incapacidade intelectual que vai inviabilizar uma jantarada e quiçá algo mais.
Vamos lá mostrar o Porto Undergound a estas chicas ò mano. Uma tasca com pataniscas de bacalhau e arroz de feijão, e como hoje é terça-feira, vamos é ao Melo.
Jantados tradicionalmente, com o cheiro a fritos na roupa, com receita no bucho e elogios das nossas convidadas à mistura, vamos lá continuar o nosso roteiro tascoso e típico do Porto.
Está-se Bem. Baptismo de fogo com traçadinhos e Super Bock. A dose repete-se infinitamente e começo a ver os pares já criados.
Foto por Ana Mota (gira e muito simpática)
A que me calha na rifa parece-me bem boa, será do que já bebi? Afinal com uma garrafa de vinho qualquer uma me parece uma top model.

Continua...