quinta-feira, 21 de julho de 2005

Acerca da Ficção

Para quem não sabe o que é um Moleskine.

Jacarandá foi muito bem aceite pelos leitores dos meus blogs, Terceleiros e Geradores. Os comentários puseram-me a pensar. De facto não foram comentários insípidos e reveladores de uma leitura transversal ou diagonal, como lhe quiserem chamar.
Pensei e analisei o que me escreveram e há alguns reparos que devo fazer.

Umberto Eco em “Seis passeios no bosque da ficção” faz referência a um leitor que toma por verdadeiras as palavras que Eco usa para descrever a fuga de Jacopo Belbo n’ O Pêndulo de Foucaut, do mesmo autor. Refere-se especificamente à fuga deste personagem pelas ruas de Paris, e numa determinada rua descreve-se um incêndio com uma barreira cronológica bem definida, ou seja a hora o dia e o local estavam bem explícitos. Ora o leitor, imbuído pelo realismo do escritor, escreve-lhe uma carta dizendo que nessa noite, a essa hora, no sítio determinado por Eco, não houve incêndio nenhum.

Alguns comentários às postas, Jacarandá e Jacarandá #2, assumem como certa a minha participação directa no conto. Mea culpa, tenho-vos habituado mal, ou então os blogs estão mal habituados, ou ainda, já consigo ficcionar de tal forma que soa a verdade.
Gabriel García Márquez, n’ O Perfume da Goiaba, escrito em conjunto com Plínio Apuleyo Mendonza, diz o seguinte: «A ficção tem sempre um fundo de verdade».

Já antes de ler esta passagem, comentara por várias vezes com o Quiosk – nos nossos bilóquios – que para se fazer ficção é necessário pegar em âncoras reais. Isso é que vai criar o alicerce, não podemos pretender criar uma realidade do nada, do vácuo.
A ficção ou se nasce com ela, ou é difícil de se encontrar. Quanto mais vivências recolhemos, mais probabilidades temos de produzir ficção de qualidade, e para a transpor para o papel, é necessário ler este mundo e o outro, e ganhar influências.

Salmoura disse-me que sempre fui um precoce na literatura. Muito embora eu já o soubesse, não imaginava que tinha adquirido vocabulário antes dele, até porque sempre o achei mais avançado e disciplinado do que eu, no entanto a leitura criou uma estrutura própria dentro de mim, levando-me a interessar-me cada vez mais por ela e pela escrita. Não é segredo para ninguém que me exprimo muito melhor na escrita.

Na minha opinião, um bom ficcionador deve ter os dois pés bem assentes na terra e uma capacidade inventiva fora da média . muitas vezes vou na rua em silêncio e deparo-me com situações básicas e fico a imaginar estórias à volta delas, quando dou por mim já estou encostado num sítio qualquer acompanhado do meu cadernito ou do meu Moleskine, se andar sem mochila, a criar uma história, onde a única coisa aparentemente real é a situação que origina o pensamento.

Neste preciso momento, estou parado na estação da CP de S. Romão. Um senhor com um penteado lambido, dos seus sessenta anos, cara encaixilhada de óculos de massa, grossos, castanhos como árvores, olha para o comboio em que estou. Assumo automaticamente que é um trainspotter – pessoa que se dedica a verificar se os comboios chegam à tabela. Este senhor fica estático cerca de oito horas por dia, movendo-se para escrever no seu caderninho a relação de trânsito dos comboios, ir à casa de banho e alimentar-se. Já está tão ritualizado que sabe exactamente quando ir cumprir qualquer das tarefas que lhe desviem a atenção para a sua excepcional tarefa auto-imposta.

Lá está ele parado a olhar para o meu comboio, mas hoje há algo que vai explicar a sua devoção a esta actividade que conta já vinte longos anos.
Do meu comboio sai uma senhora com entrada garantida nos trinta. Dirige-se ao senhor e pergunta-lhe qualquer coisa, que não percebo e só posso adivinhar, como que horas são – ainda não consigo ler nos lábios.

O senhor com cara de espanto, intercala lágrima de saudade com lágrima de alegria e abraça a senhora. Deixa cair o caderninho no cais, que deixara de fazer sentido, e abraça-a. Neste momento o meu comboio põe-se em movimento e sinto que nunca mais os vou ver.
A única realidade disto tudo é o senhor que está parado na estação, nem parece esperar alguém, só lá está e permanece.
Inspirou-me e assim é imortalizado sem o saber.

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Intolerância


Este fim-de-semana tive um casamento. É claro que correu bem, sem quaisquer percalços, e como sempre com grande comezaina e bebezaina.
Saído do casório com mais dois amigos, e como a noite ainda era uma menina, afinal ainda só eram 5 da manhã, decidimos ir até um bar, que recomendo vivamente a todos os meus leitores que gostem de boa música rock e alternativa, A Tendinha dos Clérigos.

Já íamos bem bebidos e comidos e não fazíamos intenção de gastar muito dinheiro, queríamos era dar um pezinho de dança e socializar.

Nem sequer passamos por casa para mudar de roupa, e fomos assim mesmo, de fato e gravata. Como podem calcular, toda a gente ficou especada a olhar para nós, mas continuou a dançar. Nós lá fomos buscar uma cerveja e lá nos embrenhamos nos sons que andavam à solta na pista. Passado pouco tempo, uma rapariga de cerca de 22/24 anos, vem ter comigo e pergunta “Não achas que estás demasiado formal para estares num bar deste tipo?!”. É claro que lhe respondi que não é a roupa que faz as pessoas e que me enquadro em qualquer sítio independentemente da roupa que vista.
A rapariga lá voltou para junto das amigas a cochichar e a rir, e dali a pouco voltou a abordar-me “Desculpa aquilo de há bocado, não sabia que eras amigo da Joana” ao que eu lhe respondi “quer dizer que por ser amigo da Joana já posso vir para o bar de fato?!” ela encolheu os ombros sorriu e virou costas.

É lógico que este tipo de preconceito me faz ficar furioso. Eu tento ser uma pessoa correcta e bem-educada e depois levo com isto.

Mas isto não foi o pior. Entretanto chegou a polícia e fomos todos postos lá fora. Quando estava na fila para pagar um tipo de camisola caveada mete-se comigo e com os meus colegas. Começamos com aqueles aparvalhanços de fim de noite, mas muito tranquilo, até que ele se vira para mim e diz “Mas olha, achas que havia necessidade de vir assim para aqui com o teu fatinho à Al Capone, camisinha branca, gravata vermelha, lenço e botões de punho a condizer?!”

Vi isto como uma provocação, mas como nem parto muito para a ignorância resolvi responder-lhe à letra “Desculpa lá, mas a minha paleta cromática afecta de alguma forma a tua visão estética do mundo?!” e ele dentro da sua camisola vermelha caveada, com um ar que tendia para a esquerda (parecia ser militante do bloco de esquerda) diz “Desculpa” e eu repito “Afecto de alguma forma a percepção estética da tua realidade reducionista?!”.
Ele aborrecido porque não tinha pedalada para a argumentação e o vocabulário usado, diz “Pensas lá por te vestires de fatinho podes vir para cima das pessoas com essas merdas?!” é claro que eu lhe expliquei calmamente, com toda a arrogância que quem tinha começado com as merdas tinha sido ele e para rematar disse “Tu estás vestido como uma pessoa de esquerda mas a tua intolerância é toda de direita, extremamente à direita”. Nesta altura apareceu uma amiga que o levou, e ainda bem porque já lhe saltavam chispas dos olhos.

Não sei se o moço percebeu que lhe chamei fascista nas entrelinhas, mas no fundo se não o é, consegue disfarçar bem. Julgar as pessoas pela capa exterior não é a melhor atitude num mundo com tanta variedade cultural, e os que tem aspecto de mais tolerantes acabam por não o ser.
Se calhar estou a julgar uma pessoa que estava com os copos e fora de si, mas nem tenho o direito de o fazer, mas o que posso fazer é argumentar sempre que me deparar com uma situação semelhante.
Por tentar não perco nada.
Amie bem vinda!

domingo, 17 de julho de 2005

Jacarandá




Cedo descobri que as coisas não eram exactamente como pareciam. Todos os dias olhava pela janela e os ramos do jacarandá me indicavam as puras verdades e as deslavadas mentiras. Era o meu confessor, tutor e elucidador. Descansava-me olhar para ele e pensar nos degraus que ia subindo. Aos poucos descobria tudo o que havia para descobrir.

Tornara-me calculista por força das circunstâncias. A vida dera-me tanta bofetada e facada que modificara a minha forma de me relacionar com as pessoas.

A chama que acendera o rastilho havia sido ignada pela mesma mão eu tanta vez me fremitara de prazer. O que dá o bom também o tira e eu já o devia saber.

Estávamos em 1996 e o tempo era de alegria despreocupada. Eu era um adolescente acabado de ingressar na faculdade, e a maldade para mim não existia. Atirava-me de braços abertos para as mãos e corações de toda a gente e ignorava que me pudessem fazer mal, que tivessem inveja de mim, que secretamente me odiassem.

Por entre as frinchas da sociedade que me rodeava, espreitavam-me e planeavam, seguiam os meus passos e cozinhavam em lume brando o intento de me destruir.

Foi nessa altura que conheci Rebeca, essa odalisca de olhos verdes e pele escura. Foi como uma revelação para mim, pôs-me na câmara escura e encheu os meus dias de cor e as noites de amor.

Com jeito e paciência, ensinou-me os truques de bem fazer o amor. Professora paciente, com a experiência dos seus trinta e dois anos, consegui transformar a minha insegurança e timidez na pior coisa para ela e na melhor para mim. Tornei-me convencido e arrogante, e como sexo pede sempre mais sexo – as hormonas começam a fazer todas as provas olímpicas de saltos – comecei a trai-la com outras.

Muitas vezes chegava a casa sem vontade de fazer fosse o que fosse. Estava esgotado e farto de estar com ela, até que me encostou, com o seu corpo de comer e chorar por mais, à parede «ou eu ou elas» e eu burro fiquei com elas.

Passados dois meses voltei para ela. Satisfazia-me de todas as formas e completava-me, eu é que não o sabia antes. Só quando sentimos a falta de alguma coisa é que percebemos que não podemos viver sem ela, e com Rebeca assim foi. Passados dois anos de aparente felicidade, em que eu me moldei à sua imagem e, muito naturalmente, ela à minha, começou a acontecer aquilo que eu não estava à espera.

Continua aqui

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Estas cenas em corrente!!!

Já tinha visto isto numa resma de blogs, mas agora tenho mesmo que entrar na onda devido ao desafio do Freddy. Então seja.

As minhas músicas preferidas:
1. Pregão da peixeira do Bolhão – executado pelas próprias.
2. Eu sou tuning e gosto – executado pelos carros dos próprios.
3. Buzinão em hora de ponta – executado pelos taxistas em greve.
4. Martelo pneumático em dó menor – executado por um trolha lá na escavação.
5. George Bush – executado por fuzilamento de tomates podres.

Já está, e com não acredito nestas cenas (maldições e afins das cartas em corrente) que vou deixar de comer bolinhos de bacalhau durante um ano e tal e coisa e o camandro, não vou passar isto para ninguém.
Tenho dito.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Pesquisa Google Images

Onde moras?

Recolha de Francos.

Acho que vai haver filas de trânsito.

Depois de uma noite de copos, resolvi fazer uma pesquisa. Imaginem a minha surpresa quando me sairam estas pérolas!

terça-feira, 12 de julho de 2005

O Congro



Nada um gajo a vida toda para acabar nisto!


Este fim-de-semana, estando eu a partilhar umas garrafas de vinho com o meu pai e os meus irmãos, o meu progenitor, contou uma história, digna de registo, que se passou em Viana do Castelo com uma peixeira.

Quando falamos ou ouvimos falar de peixeiras, ficamos, automaticamente, com aquela imagem pré definida da broeira que trabalha nas bancas do Bolhão e dá beijinhos aos políticos – não sei se eles gostam de ficar lambuzados e com os ouvidos em ferida “ò dôtore que gosto taunto de u ber na telebisom” (ler com voz esganiçada) – e descansem que não vos vou desiludir, as peixeiras de Viana são iguais às de todos os outros sítios.

De facto, até acho que as de Londres devem ser feitas do mesmo bloco, só com um sotaque mais polido e afectado “my lord, do you want some badejo?!” – não faço a mínima ideia como se traduz isto para inglês – ou então “we have some fresh rodovalho, do you want it sire?”. Estes peixes têm cada nome…

Voltando ao que interessa. Esta ilustre representante da classe dos vendedores de peixe, entrou numa acesa discussão com um homem, não se sabe muito bem porquê, e no auge da discussão – depois da acção que vou narrar a seguir não houve mais argumentos – a senhora não tem mais nada, e saca de um congro, qual taco de basebol qual quê, e pimba, grande cacetada no pobre desgraçado, estendendo-o no meio do passeio (passeio ou paçeio) no meio do alcatrão.
O atingido, quando recuperou da agressão e da vergonha – abalroado por um peixe e agredido por uma mulher – resolve instaurar um processo em tribunal.

O Sr. Dr. Juiz e os advogados que acompanharam o processo devem ter-se borrado a rir com tão insólita situação, e quando chegou a altura da leitura da sentença, ainda mais se devem ter rido as pessoas que acompanhavam o processo.

O Juiz absolve a agressora, porque o Congro não se enquadrava em nenhum tipo de arma conhecida!
Já estou a ver o juiz “Bem só se eu a condenar por agressão com arma preta” e a engasgar-se com o riso.

Não sei se a história é real ou não, mas que me fartei de rir com isto lá isso fartei.
Se quiserem agredir alguém façam-no com um peixe!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Carnaval em Terceleiros


Este panegírico da realidade alternativa fez um aninho no passado sábado e eu faço hoje - e não é novidade nenhuma - 29.
Resultado, é o meu Carnaval, três dias de festa, porque ontem os meus sobrinhos pequenitos chegaram de França, aqueles destruidores, semeadores de pânico e caos, os meus Loki's de estimação.
Estou então muito, mas muito feliz!
Nunca cheguei a pensar que o blog chegasse a um ano. Sou pouco disciplinado, mas descobri que o vício da escrita me consegue organizar as ideias e disciplinar o que ao princípio parecia indisciplinável.
Quero então agradecer a todos os meus leitores o apoio, sem vocês eu não era nada, e um abraço especial para esse grande amigo e apoiante incondicional o Quiosk.

29 anos… não me sinto mais velho, mas é sempre a mesma coisa. É um dia como outro qualquer, que só serve para fazermos um balanço do que temos feito, e eu de tanto balançar já estou a ficar tonto!
Não me apetece fazer nada disso, o que me apetece é pegar nos amigos e beber umas cervejas!
Bute lá apanhar uma farda do tamanho do mundo!!!
E se eu fosse beber uma cerveja com o Terceleiros?!

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Sinapses e sinopses


Trocamos as sinapses por sinopses e ficou assim!

Não resisto a isto! Tenho que escrever!!!
Sinapse: Região de contacto de dois neurónios ou células nervosas, através da qual passam os impulsos nervosos.

Sinopse: Síntese, resumo, resenha, sumário e mais alguns palavrões esquisitos.

Há pessoas que deviam trocar as sinapses por sinopses; outras deviam trocar as sinopses por sinapses.

O Fidel Castro devia trocar as suas sinapses por sinopses, talvez assim os seus discursos demorassem menos tempo!

Alguns livros deviam trocar as sinopses por sinapses, talvez assim se tornassem mais interessantes.

Quem teve a ideia peregrina de traduzir isto para holandês???

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Cinzas

S. Tomé de Covelas - Douro

Um amigo do coração e da alma levou-me, à cerca de um mês, a visitar este sítio fantástico. Fiquei apaixonado e com o convite de lá voltar fiquei-me pela intenção.
Para grande pena minha, ontem, a margem esquerda ardeu e todo o verde que se vê foi sustituído pelo preto da cinza.

Por favor tenham atenção com as atitudes passíveis de provocar incêndios ou então vamos lembrar-nos destes paraísos só pelas fotografias.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Ovos


E embalagens de três?! Estes são esquisitos...

Alguém me explica porque raio é que vendem os ovos em caixas de seis?!
Será que é uma estratégia de marketing dos galináceos para vender mais? Tudo bem que ninguém compra um ovo, mas se eu quisesse comprar só um ovo como seria? Não me venham dizer que as galinhas põem seis ovos de cada vez que eu não acredito. Já para pôr um vêem-se aflitas!

Justifiquem-se com “ninguém no seu perfeito juízo compra só um ovo” mas eu quero comprar só um. Prezo muito a unidade e acho que é um desrespeito para com esta quantidade venderem os ovos em caixas de seis.

Nos restaurantes, quando pedimos um bife com um ovo a cavalo, vem só um ovo. Tenho a certeza que as embalagens de um só ovo estão a ser sugadas pelos restaurantes. É mais fácil de armazenar e assim os outros cinco não se estragam, ou já apanharam algum ovo choco num restaurante?! Mas em casa já, tenho quase a certeza absoluta!
Expliquem-me lá porque não há embalagens de um só ovo!

terça-feira, 5 de julho de 2005

5 de Julho de 1975


Este já não é o meu super herói!

Quando era miúdo, lia e relia todos os livros do Capitão América, Homem Aranha, X-Men e muitos mais. Eram os meus super heróis e tu bem os sabias. Fui crescendo e conheci outros, o Pai, a Mãe, o Mestre e… Tu.

Foste sempre um exemplo, uma referência, ouvia a música que ouvias, lia o que lias, ria-me do que rias e ficava sentido por não te rires do que eu dizia como eu me ria do que tu dizias – quanto a isso sempre foste um pedante disfarçado, com uma vontade de rir mas afinal para que servem os irmãos mais velhos?!

Ainda hoje ages da mesma forma, se bem que de vez em quando lá te escape a gargalhada, a diferença é que já te fiz a folha.

Gostava das histórias que me contavas, da tua vida académica em Coimbra, das conversas que tínhamos – não me lembro bem sobre quê - gostava de te ter perto de mim.

Não gostava que evitasses chegar junto comigo à escola, nem que me ignorasses quando estavas com os teus amigos, mas no fundo sabia que tinhas orgulho em mim como eu tinha e tenho em ti.
Já mais velhos descobrimos a cumplicidade que diverte toda a gente. É bom fazer equipa contigo, só é pena que não seja mais frequente.

Tu e o resto dos manos preencheram muitas horas da minha vida, tornando a minha infância em algo invejável, mas tu, sabes bem que foste e serás sempre um super herói!

Parabéns!

P.S. 1 - Hoje estive no Café do Cais, lembras-te?
P.S. 2 - Obrigado pela contribuição para aquilo em que me tornei hoje.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Despedida de Solteiro


Só queria que a minha fosse assim...

Meus amigos: faltam poucos dias para esta espécie de sanatório festejar o seu primeiro aniversário. De facto a 9 de Julho de 2004 apareceu pela primeira vez alguma coisa escrita na World Wide Web. Tomei-lhe o gosto e deu nisto.
Daqui a 5 dias tragam as sardinhas e o vinho e umas febras para mim, que não gosto de sardinhas, e fazemos cá a festa!
Mas não era isto que queria postar.

Este fim-de-semana estive numa despedida de solteiro de um dos amigos que se agarrou ao meu coração e não quer mais largar, o raio da lapa. Se estiveres a ler isto, que vais ler de certeza, sabe que estás cá e não te vou deixar sair.

O que é certo é que não alinhamos naquelas mariquices, ou deverei dizer machistices, de ir jantar e depois ir todos para um bar de strip ou mesmo um bordel. Como achámos que essas coisas só fazem sentido para quem tem uma vida sexual de MERDA, e como estamos bem satisfeitos com a nossa libido, optamos por uma coisa mais à gajo.
Pegámos em nós e bora lá dar uns tirinhos com bolinhas de tinta. Brincar aos cáubois com armas mais ou menos a sério.

É claro que aquilo foi tudo menos justo. 11 marmelos contra 2 e vimo-nos desgraçados para ganhar, e depois ficamos todos contentes por os termos morto. 11 contra 2, acham isto normal?!
Depois de tombos e mais tombos, pisadelas que parecem chupões, e braços cortados, chouriço assado e bons alvarinhos, ainda não estamos cansados de ser miúdos.
Esta cena dos tiros parecerem chupões dão muito jeito. Quando quiserem ir para a rambóia digam que vão jogar paintball eheheheheh!

“Bora lá para a Maia e jogamos um Indoorzito”. Uma hora foi o suficiente para ficarmos todos com os bofes de fora. Para além dos hematomas que angariáramos no Paintball, toca a juntar umas cacetadas – desculpa lá ò Berto, foi mesmo sem querer – e umas quedas aparatosas (para descansar os pulmões).

Francesinha ao jantar é de homem, e muita cerveja também. Uns croft’s, mais umas cervejas, e mais uns croft’s e quando damos por ela estamos todos bêbados. E vimos para casa a braços.
As melhores são no S. Nicolau e no Encontro

Moral da história: Eu não sirvo para esta vida saudável; estive 22 horas a recuperar (a dormir); ficámos todos pisados e doridos; ainda bem que o casamento é daqui a duas semanas, senão para reconhecer os convidados do noivo era muito fácil, eram os que tinham escoriações.

Amigo noivo, quase casado: és e serás sempre aquele amigo especial que vai ouvir todas as coisas da minha boca e falar de tudo aos meus ouvidos. Não posso esquecer tudo o que já passámos juntos e não posso prever aquilo que vamos passar no futuro, mas uma coisa é certa, vamos ser como os velhotes dos marretas.

Abraço

P.S. Não te enuncies por favor .

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Haxixe V


Olha a capa italiana...

Acerca do “Velho da montanha” Hugo Pratt põe na boca de Corto Maltese:

«Mais a Sul, mas montanhas, vivia há muito tempo um povo sarraceno, os Hashãshins, na sua língua, “os segnors de montagna” na dos latinos. Esse povo vivia sem lei.
Alimentava-se carne de porco, apesar do Corão, e abusava de todas as suas mulheres sem distinções, incluindo as suas mães e irmãs.

Nessas montanhas, entrincheirados nos seus castelos fortificados, eram inexpugnáveis. O seu chefe inspirava grande receio quer nos príncipes sarracenos seus vizinhos quer ao aos mais distantes, assim como aos senhores cristãos das fronteiras.
Tudo isso porque os liquidava de um modo bastante original…

Esse chefe, de nome Aladino, possuía, encerrado entre duas montanhas, um vale chamado Alamuth, e tinha-o transformado num maravilhoso jardim com magníficos palácios, fontes de vinho, leite e mel. Aí lindas mulheres tocavam música, dançavam e cultivavam todas as artes do amor…»
_ _

Alamuth
.
Continua
Drogas anteriores:

quinta-feira, 30 de junho de 2005

Viva a Medicina


A minha mãezinha bem me dizia "Vai para medicina"

Estava eu, por acaso, num hospital particular do Porto, quando se me deparou uma situação digna de nota.

Para vos enquadrar, tenho a dizer-vos que é uma das instituições mais ricas da cidade, e não vos vou dizer o nome (começa por “Venerável” e acaba em “Francisco” e no meio tem “Ordem” e “Terceira”) já que posso ferir algumas sensibilidades.

Esta instituição tem um parque de estacionamento que alberga cerca de 15 automóveis, 8 dos quais com um preço acima dos €75 000. Ele é Maseratti’s, Porsche’s, Jaguar’s, Mercedes topo de gama… vou-vos descansar e dizer-vos que não são da instituição mas dos médicos que lá prestam serviço – entram às 15:30 saem às 16:00 e embolsam €2 000. Nada mau.

Ora estes senhores doutores (vénias) que devem trabalhar em muitos hospitais, não sabem uma das regras básicas de comportamento junto a estas instituições. Acho eu, e elucidem-me se estiver errado, que não se pode buzinar junto a hospitais.

Estes senhores doutores (vénia e beijo no anel de curso) quando chegam ao portão da referida instituição, para não desalaparem o rabiosque do estofo de couro do seu bólide caríssimo, buzinam para o segurança ou o porteiro carregar no botão para lhes abrir o portão, incomodando os pacientes, na sua maior parte idosos, que recuperam da operação que o senhor doutor (vénia, beijo no anel de curso e “o senhor é um santo”) efectuou ela módica quantia de €2 000.

Senhor doutor (repreensão severa, chuto na porta do Maseratti e pazada de terra para dentro do carro) esfregue os olhos, para tirar os cifrões, e ponha os pés na terra da humildade e do bom senso.


Pazada de terra lá para dentro!

segunda-feira, 27 de junho de 2005

Al Gharb


Praia da Rocha - Portimão

Nada melhor para carregar as pilhas que um fim de semana no Algarve com os amigos.
É sempre bom fazer 600 quilómetros para passar lá três dias a descansar para nos cansarmos outra vez com mais 600 quilómetros no corpo!

O primeiro dia é para descansar da viagem, o segundo para apanhar sol, o terceiro para preparar a viagem para cima e segunda feira de volta ao inferno, mas já com a cabeça vazia.

E para quem não sabe, Algarve vem do árabe "Al Gharb", que significa "O Ocidente", nome dado pelos árabes quando conquistaram a Península Ibérica em 711 d. C.

terça-feira, 21 de junho de 2005

Insurgimentos



Tiago Monteiro Allez, Tiago Monteiro Allez...


Já estou a ver que ninguém passa cartão ao meu outro blog, por isso la vai ter que ser, vou massacrar-vos a cabeça neste.
Não faço a mínima ideia sobre o que vou escrever, mas aproveito para me insurgir contra duas coisas que aconteceram neste fim-de-semana.

Insurgimento 1: não me conformo com a cobardia das sete equipas que desistiram este fim-de-semana no grande prémio dos Estados Unidos. Já sabiam à partida que iam levar na tromba do nosso menino – Tiago Monteiro – que ficou em terceiro lugar – para além de elevar o recorde de finalização de grandes prémios como rookie para 9 (o anterior recorde era de Niki Lauda com 7 GP’s).

Ah Ganda Tiago!

Insurgimento 2: não me conformo que a quinta das celebridades tenha acabado! Como é que eu vou atazanar a cabeça à minha mãezinha a partir de agora, com que programas?
Vamos voltar à oligarquia das telenovelas?!

A minha vida perdeu todo o sentido! Vou-me suicidar com uma colher!

sexta-feira, 17 de junho de 2005

Geração de 70

“Por fim tu ó árbitro da contenda. Sem dúvida que gostas muito deles e pretendes deitar água na fervura… Mas se agisses de outra forma, serias mais eficaz.
Sem dúvida que és inteligente e conseguirias dobrar os argumentos de qualquer um dos dois, no entanto ages com modéstia, falsa diria eu, e acho que não me enganaria se o afirmasse. No entanto, apesar do que sabes, preferes guardá-lo para quando tens a certeza e não caíres no ridículo a que eles naturalmente se sujeitam.”
“Quatro traçados para esta mesa” interrompeu Mercúrio que já via o sangue prestes a esparrinhar-se na parede.
Teófilo Braga

“Para quem me caracteriza assim merecias comer do teu próprio veneno. Com esta entrada em cena, carimbaste o teu passaporte para o mesmo destino que é o meu. Impressionas com o teu discurso, mas acho que a observação que fazes é superficial, por isso deixa-te estar, bebe um copo e radiografa-nos de outra forma.”

“Seja, pelo menos já tenho direito a um traçado à vossa conta.”

“Eu sou o Mercúrio, ele é o Tântalo e o Mr. Arrogância é o Narciso.”
“Vocês armam muito ao pingarelho! É claro que esses não são os vossos verdadeiros nomes, e se é para brincar… eu sou a Jocasta, como não tenho idade para ser vossa mãe, não corro o risco de nenhum de vocês se atirar a mim.” Riu-se da piada e foi seguida pelos três companheiros.
Bem... Voltando à auto-promoção... Aqui vai mais umas das pérolas pseudo literárias que este porco intelectual debita no OUTRO BLOG.

quinta-feira, 16 de junho de 2005

terça-feira, 14 de junho de 2005

Chavões


Fonte: Teresa Santos

"É por isso que este país não anda para a frente"


Fonte: Alberto M

"A culpa disto tudo é dos políticos"



Fonte: João Leonel Pires Costa

"Eles são brancos que se entendam"

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Geração de 70

Pois é, a autopromoção é uma cois muito feia, mas vejam a reinvenção da Geração de 70 no meu outro blog.
Vão ver que não se vão arrepender!



O Casino Lisbonense, em Lisboa. Nele tiveram lugar, em 1871, as Conferências do Casino, organizadas pelo grupo da Geração de 70.

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Veneza



A Ponte dos Suspiros.
Quando estive em Itália há uns dez anos atrás, fiquei impressionado com a beleza desta ponte.

Mais impressionado fiquei, ao constatar a utilidade de tão fermosa construção.
Era nada mais nada menos que o acesso do Palácio dos Doges para as masmorras. Um corredor estreito faz a passagem e não me admiro que os prisioneiros suspirassem...

Que beleza e que saudades!

quarta-feira, 8 de junho de 2005

O que diz o Povo






"Não somos nada nesta vida, nada..."

É para verem o que eu sofro todos os dias... Já não basta andar a encontrar ossos, ainda tenho gente a debitar pérolas destas!!!

Ajudem-me!

terça-feira, 7 de junho de 2005

Cacofonias

Tem piada pensar em algumas palavras ou expressões anglófonas e discernir o seu verdadeiro significado, senão vejam.

Cock Robin - Banda dos anos 80.

Desmultiplicação
– Cock= Piroca
- Robin= espécie de Tentilhão

Tradução: a piroca do tentilhão.

Cock Robin, que raio de nome!

Acho que é um tentilhão...




Winnie the Pooh: Urso querido que tem uns amigos muito esquisitos (já viram bem o burro?!)

Desmultiplicação
- Winnie – penso que não é assim que se escreve, mas que soa a pilinha…
- pooh: é o que as crianças dizem quando querem fazer necessidades sólidas “i wanna pooh”.

Tradução: Pilinha o cocó de bebé.

Quem diria que esta carinha escondia o terrível segredo.


Alfred Hitchcock: The Master of Suspense, dispensa apresentações.

Desmultiplicação
- Alfred = Alfredo
- Hitch = comichão (já sei que não é assim que se escreve)
- cock = já sabemos que é piroca.

Tradução: Alfredo comichão na piroca.


"Também tu tens comichão!"


Bangkok: Capital da Tailândia (não se comecem a rir já).

Desmultiplicação: Bang = onomatopeia de tiro; queca.
Kok: é muito paraecido com piroca ou é impressão minha?!

Tradução: queca com a piroca.


Desculpem mas isto é o resultado de muitas horas ao sol.


É dos melhores sítios para Bangkok.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Gralhas



Surfista - Protágoras: morreu afogado coitado, devia ser do vinho.

Sofista: Não me parece que seja necessária muita filosofia para fazer isto!





Surfista: aquele que, fazendo uso de raciocínios capciosos, busca, por um lado, enfraquecer e ofuscar o verdadeiro e, por outro, reforçar o falso, revestindo-o das aparências do verdadeiro.

Sofista: Tipo que se mete em cima de uma prancha de surf e cavalga as ondas tentando aproveitar a força destas para executar acrobacias.

Gralhas



Estilista



Estilita


S. Simeão o Estilista, foi apelidado de “o Louco”, e não há dúvida que era um bocadinho.
Entrou na cidade de Emesa a arrastar um cão morto que vinha agarrado ao cinto, e no domingo seguinte entrou na igreja e começou a atirar nozes às velas apagando-as todas.
Para além disto sentou-se em cima de uma coluna um “ror” de tempo e as pessoas davam-lhe comida para ele rezar por elas.
Não era muito bem acabado.
Gianni Versace -1946-97 Estilita de sucesso. Foi assassinado à porta da sua casa em Miami Beach por um serial killer em fuga.
Olha que azar, com tanta gente para se cruzar teve logo que tropeçar num assassino de massas!

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Ribeirinha 2:43 da manhã

A conversa começa a agradar-me. A um canto a finlandesa alta, que deve ser médica, faz uma endoscopia com a língua ao meu mano, mas ele não parece muito incomodado.

A cerveja conduz as minhas cordas vocais orquestrando uma verdadeira ode em sonetos, pelo menos assim me parece, e a Chaimite sorri de orelha a orelha.

Vamos daqui para fora, para minha casa. Obediente, sigo o mano e a sua nibelunga e insisto para paramos na barraca dos cachorros.

Que maravilha de cachorro! Se não fosse a quantidade industrial de estafermococos que andam a passear nestes ingredientes, até comia outro. Não como e seguimos viagem.

245 curvas depois. Estamos a tentar acertar com a chave na fechadura, digo entaramelado à nossa companhia e rio à gargalhada unissónica com o mano.

Estamos a demorar mais tempo a abrir o raio da porta que a chegar a casa, e penso que a cerveja afecta a coordenação mais que o sentido de orientação.

Quarto para mim, quarto para ti, finlandesa para mim, finlandesa para mim, já estou lindo já!

Às escuras a minha parece mais magra do que realmente é. Fico contente, mas também depois do primeiro beijo não interessa o calibre da peça mas a qualidade do disparo.
Acendo o rastilho e espero pela pancada. Corre tudo bem embora o nosso vocabulário tenha reduzido drasticamente.

7:07 da manhã. Não quero mais, já chega, digo com voz de sono. Já te disse que não quero! Finalmente abro os olhos e esfrego-os para me certificar que estou acordado perante o cenário dantesco que se apresenta no palco da minha ressaca.

Por momentos só me vem à cabeça o Anão de Velásquez, gordinho e com aquela barbita…
Tens preservativos, pergunta o anão. Aqui está ele nu, à minha frente, a pedir a bóia de salvação que eu não tenho para lhe atirar.

Respondo e vejo o mano a arrastar o corpo em direcção à porta.
Tento juntar as peças do puzzle e percebo que ele não irá ter mais sorte essa noite.

quarta-feira, 1 de junho de 2005

23:59 no Está-se Bem

Não há dúvida nenhuma que existe uma certa empatia entre mim e a Chaimite. Gosto mais delas esculturais, mas há algo em mim que em impele em direcção ao seu decote. Não é nada feia e começam-me a dar uns calores.

É sempre assim quando bebo umas cervejas. A minha libido pega nas rédeas e invariavelmente acabo num estábulo que não reconheço, agarrado a uma égua qualquer.
Mas deixemos fluir a cerveja.

O mano está muito entretido a conversar com a mais alta das duas e eu só consigo pensar que não me apetecia muito demorar muito mais tempo fechado neste sítio.
Vamos para o Ribeirinha. É já ali em cima. É um tasco do melhor, aliás uma leprosaria, a carne é de muita má qualidade.

Karaoke, karaoke , já estou farto de cantar. Cerveja e recomeço a sedução aos peitos da finlandesa. Desculpa lá mas só consigo ver isso à frente, UM ENORME PAR DE olhos azuis. São lindos. Mas há mais coisas para onde olhar…

Continua…

terça-feira, 31 de maio de 2005

17:05 numa qualquer esplanada da Ribeira

Eu e o meu mano estamos sentados a saborear a nossa cervejinha pós trabalho.Segundo os ensinamentos do já falecido e saudoso Carlos Alberto Ferreira de Almeida, portentoso historiador de arte, com algumas (muitas) incursões na arqueologia, bebo com gosto lembrando-me de uma máxima sua "Todo o que mexe em terra tem sede".
Um dia inteiro a mexer em cacaria velha e ossadas tem que ser afogado com a respectiva loira... E por falar em loiras, aí vem elas.
Pisco o olho ao mano, com cumplicidade, que segue as duas com o olhar de felino (gato siamês) pronto a atacar.
Não passam cinco minutos para já estarmos em amena cavaqueira com as duas finlandesas. Altas, como se prezam as nórdicas, uma delas com um ligeiro ar de chaimite. Chaimite pois! Tanque de guerra tem lagartas, o chaimite tem pneus, por isso assim seja.
Desapontamo-nos com a falta de cultura das duas, afinal os nórdicos deviam conhecer a sua mitologia. Thor, Loki, Odin, Asgard, népias, não conhecem nada.Com certeza que não será a incapacidade intelectual que vai inviabilizar uma jantarada e quiçá algo mais.
Vamos lá mostrar o Porto Undergound a estas chicas ò mano. Uma tasca com pataniscas de bacalhau e arroz de feijão, e como hoje é terça-feira, vamos é ao Melo.
Jantados tradicionalmente, com o cheiro a fritos na roupa, com receita no bucho e elogios das nossas convidadas à mistura, vamos lá continuar o nosso roteiro tascoso e típico do Porto.
Está-se Bem. Baptismo de fogo com traçadinhos e Super Bock. A dose repete-se infinitamente e começo a ver os pares já criados.
Foto por Ana Mota (gira e muito simpática)
A que me calha na rifa parece-me bem boa, será do que já bebi? Afinal com uma garrafa de vinho qualquer uma me parece uma top model.

Continua...

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Vitória, vitória, acabou-se a história!



Quem escorrega também cai!

Lembram-se desta?!

"Ninguém para o Benfica, ninguém para o Benfica, olé olé."

Segunda-Feira



Sem Comentários!

sábado, 28 de maio de 2005

Escapadela mental

Rafting no rio Mouro em Melgaço... Que delícia!!!




Mas que raio é que está a fazer à frente de um computador com um tempo destes?!
Vai lá para fora, senta-te numa esplanada com uma companhia interessante e bebe umas cervejas.
Pede um café e uns tremoços, pede o impossíve,l porque nada deve sê-lo enquanto tivermos vontade para remar contra a maré.
Sai de casa e conduz sem rumo nem destino, até que te sintas num sítio que te preencha os sentidos e te liberte do marasmo.
Enfim, não fiques agarrado ao computador, para isso há cinco dias da semana!

quarta-feira, 25 de maio de 2005

terça-feira, 24 de maio de 2005

Futebolada

Nunca fui muito futeboleiro, aliás o meu conhecimento sobre este tipo de desporto só veio ao de cima quando percebi que tinha necessidade de perceber o mínimo para poder “dominar” uma conversa de forma a conduzi-la para temas em que eu desse cartas.

Só por volta dos 18-20 anos é que consegui entender o que era um fora d jogo e ainda hoje tenho as minhas dúvidas.

É claro que sou adepto confesso e fiel do Futebol Clube do Porto e que adoro ver as equipas conduzidas pelo melhor treinador do mundo José Mourinho.

Como desporto entusiasma-me, entristece-me, deixa-me possesso, mas parafraseando o chavão, que vastas vezes ouço ser proferido “não me dá de comer”.

Sinto-me ás vezes, escudado no meu olhar crítico, como um estudioso do fenómeno, ainda antes de me considerar apreciador e tenho recolhido algumas informações interessantes.
  • Já repararam que a noção de distâncias dos comentadores de futebol é uma desarticulação de todo o tamanho?
  • Quantas vezes já ouvimos nos comentários “O jogador x falhou a baliza por centímetros”. Vemos a repetição e o “esférico” passa a mais de dois metros das redes. Quantos centímetros?! Muitos.
  • A expressão “remate à figura” também me suscita dúvidas. Geralmente a bola nem sequer bate no guarda-redes ou qualquer jogador, indo antes bater no público que se encontra nas bancadas.
    É a chamada frase incompleta, realmente é à figura mas do sr. José Santos, adepto dos Unidos da Buraca, que mora no 1º esquerdo do nº 162 da rua dos Cravadores, Damaia, que tem 5 filhos, dois rapazes e três raparigas, excelente técnica no levantamento do copo de vinho tinto.

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Projecto Manta de Retalhos

Retalho anterior:

http://quioske.blogspot.com/2005/05/projecto-manta-de-retalhos.html

Oito da manhã. O despertador já tocou umas doze vezes. Não é novidade nenhuma que estou atrasado outra vez.


A minha consciência dá-me um coice de responsabilidade e sinto-me mal. Corro para a casa de banho e com a água a queimar a ressaca, revejo mentalmente os tópicos para a reunião que tenho daqui a 45 minutos.


Passo apressado pelo quarto e olho para a cama. O engate da noite foi fortuito, e começo a ver o lado positivo de estar atrasado. Não estou com paciência para explicações e beijos do dia seguinte.


Deixo-lhe um bilhete, sem o número de telefone, o máximo que pode acontecer é ela bater-me à porta um dia destes.


Chaves do carro, tabaco, telemóvel, moleskine, está completa a minha tetralogia pessoal.

Próximo Retalho:

http://oregresso.blogspot.com/2005/05/projecto-manta-de-retalhos.html

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Policiário IV

"Mas que raio é isto?"

90803020204030804081
40902030806060306060
80609000008070600060
40007000003000700020
40000000005000500070
60000000000000200000
00000000000000700000
00000000000000400000
00000000000000600000
00000000000000700000

2040205030108080702091
4060706060002040206020
3000004030005030203040
2000006000003000500080
5000000000000000200000
0000000000000000400000
0000000000000000300000

Se o encontro com o desconhecido lhe parecera estranho o que dizer disto?
Pediu uma cerveja e estudou o código com mais atenção. Havia claramente um padrão.
Fosse o que fosse que estivesse codificado era claro que os dados estavam organizados por colunas, os zeros aparentemente eram para despistar.
Cada linha acabava com o número 1, que só tinha incidência mais uma vez no segundo bloco, linha I. Qualquer tipo de pontuação, separação, seria um código alfa numérico?!
A cerveja acabara e as dúvidas continuavam. se calhar era melhor procurar um computador com ligação à internet para veficar a URL que estava na carta.

E por falar em frangos...

Simplesmente fantástico!!!
No seguimento do post sobre a final da Taça UEFA(Sporting 1 3 CSKA), vejam só que se é capaz de fazer com um bocadinho de imaginação!

Vídeo

quinta-feira, 19 de maio de 2005

CSKA

terceleirada

Procura-se campeão

É certo e sabido que o campeonato nacional foi muito atípico. O Sporting sempre com altos e baixos, jogos magníficos seguidos de derrotas imcompreensíveis; o FCP vendeu os jogadores todos e comprou outros que não rendem nem em frente ao Jornal de Notícias.

Já o Benfica... Ah o Benfica, sempre regular, vai ser campeão quase de certeza no próximo fim de semana. De facto a reguraridade do SLB vai fazer com que se sagre campeão, porque efectivamente jogou o campeonato todo com uma qualidade de futebol muito baixa.

Viva a regularidade!

Sporting 1 - 3 CSKA

A imprensa já deve estar careca de dizer que o futebol português está pelas ruas da amargura, que não tem qualidade, que não se pode comparar aos “futebóis” dos campeonatos europeus.

Se bem me lembro, em 2003, o F.C. Porto ganhou a taça UEFA; em 2004 o mesmo FCP ganhou a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental; é também neste ano que Portugal vai à Final do Euro 2004, só perdendo com uma Grécia que pratica um futebol de bradar aos céus (marcam um golo e barricam-se na defesa com trincheiras e tudo!).

Este ano (2005) o Sporting esteve na Final da Taça UEFA, reparam ou fui só eu? O futebol português está mesmo mal, e se assim é nem quero imaginar as outras competições.

p.s. Para breve, muito breve, uma análise ao fenómeno do futebol.

Sporting 1 - 3 CSKA

  • Ao minuto 56 Ricardo, esse grande guarda-redes abriu a porta ao galinheiro e lá começou a deixar entrar os frangos. Como é possível?! Tirem o gajo da baliza e ponham lá um bidão, pelo menos fazia melhor figura. Só façam isto nas competições europeias, porque nas internas até nos dá jeito.
  • Os comentadores, ah os comentadores… A certa altura, durante o jogo, um deles, que não esse senhor que é Rui Tovar – esse sim percebe de futebol e de língua portuguesa – sai-se com esta pérola “Wagner Love tem um falhanço clamoroso!”. Disto isto só me apetece parafrasear o falecido Jorge Perestrelo “kéké isto?”
    O que raio é um falhanço clamoroso? Esfreguei os olhos e os ouvidos e fui ao dicionário da língua portuguesa da Porto Editora ver.
    Clamoroso, adj. Em que há clamor, ruidoso. É claro que também tive que ver clamor para não haver dúvidas.
    Clamor, s.m. brado, queixa, protesto ou reclamação.
    Acho que não vou continuar com isto, não faz sentido, retirem as vossas próprias ilações.
    Pior! Passados uns minutos, no segundo golo do CSKA, o mesmo comentador diz que há uma cratera na defesa do Sporting! Palavras para quê?
    Chamem a Edite Estrela por favor!

Sporting 1 - 3 CSKA

  • O Sporting falhou ontem a oportunidade de se tornar a segunda equipa portuguesa a ganhar a Taça UEFA. Recordemo-nos que a única foi ganha pelo F.C. Porto em 2003.
  • O clube russo, que tem o dedo do milionário Roman Abramovich (que é dono do Chelsea), acabou com as esperanças do Sporting de ganhar qualquer coisita esta época.
  • O treinador do CSKA, Valery Gazzaev, tinha prometido que se passasse à final desta competição cortaria o seu característico bigode à Artur Jorge. Ora quem viu o jogo ontem reparou que a bigodaça ainda lá estava. Como é, já não se cumprem promessas!? Só por esta afronta deviam tirar-lhes a taça!

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Policiário III

Dois dias antes. Porto, repartição das Finanças da Boavista. 11.15 da manhã.


“Senhor Funcionário?” perguntou um moreno alto com sobretudo negro e óculos escuros de massa. Aparenta 30 anos e fala com uma voz limpa e pausada.

“Sim.”

“É mesmo consigo que quero falar. Leia o conteúdo deste envelope e siga as instruções à letra. Bom dia” e virou costas saindo com postura de agente secreto.

Estupefacto o Funcionário olhou à volta e sentiu-se estranhamente aliviado por não estar ninguém perto para ouvir a conversa, mas receio de quê, certamente o homem era louco.

No entanto havia algo dentro de si que lhe mandava calar a boca e ser discreto. Foi ter com o chefe de secção e pediu-lhe par ir almoçar mais cedo.

Foi-se sentar num café abriu o envelope e ficou ainda mais estupefacto. O desconhecido tinha-lhe dito para seguir as instruções à letra, mas a mensagem continha uma espécie de cifra e um endereço de Internet.
“Só com números como quer este gajo que leve as instruções à letra?”

Policiário II

Curioso, abriu o pacote e pensou em todos os filmes e livros que tinha lido e que se assemelhavam a esta situação.

Sentiu-se como Ted Mundy e pensou onde estava Jonh Le Carré quando se precisava dele. “Gostava de ter o número de telefone dele, assim perguntava-lhe o que devia fazer nesta situação” pensou.

Mas afinal o que raio é que faz um simples funcionário das finanças entregue à bicharada, num hotel que fica numa terra, que ele só conhecia dos livros de história por cauda da famosa janela?

Policiário

Eram duas e trinta e cinco, quando um homem aparentando trinta anos, entrou no Hotel dos Templários em Tomar.
Dirigiu-se à recepção e depois de algumas palavras trocadas em inglês, pegou num pacote e na chave do quarto e dirigiu-se ao elevador. Dois minutos depois encontrava-se no quarto e vieram trazer-lhe uma garrafa de Martini.

Do seu quarto, que estava localizado numa das esquinas do hotel, tinha uma vista para a vila e para o castelo. Puxou uma das poltronas para a janela e serviu-se de meio copo. Olhou para o telemóvel mas este não correspondeu à expectativa.
Afinal que raio é que estava a fazer ali, pensou. É claro que não era todos os dias que uma desconhecida lhe ligava a propor uma coisa daquelas mas também não era todos os dias que ele se prestava ao que estava prestes a fazer.
Bebeu mais meio martini e tirou um cigarro. O telemóvel tocou e ele foi abrir a porta depois de atender.

À porta estava uma loira nórdica, que vestida de uma forma muito relaxada lhe perguntou num inglês perfeito, em forma de confirmação, o seu nome. Ele tentou mandar uma piada mas o humor nunca tinha sido o seu forte.
Cinco minutos depois a misteriosa rapariga saiu do hotel e ele estupefacto continuou agarrado à sua garrafa e ao tabaco.

Precisam-se: Mulheres saudáveis para comitiva

Reza a lenda que os exércitos levavam atrás de si enormes comitivas.

Para além dos normais cozinheiros, armeiros, carpinteiros, pagens, havia a necessidade de satisfazer outras necessidades prementes da soldadesca.

A moral das tropas tinha que ser naturalmente elevada e quem melhor para fazer isso do que mulheres!?

Ora sabe-se através da documentação relativa a inúmeras batalhas, que existia uma enorme proliferação de mulheres da vida a acompanhar a mole humana pronta a guerrear, por isso desengane-se quem pensa que a guerra era uma coisa exclusiva do sexo masculino.

"Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher."

Primeira reunião dos Besteiros de Aljubarrota



14 de Agosto de 1385
"Acerta-lhe com o virote, corta-o como um serrote!"
Camaradas:
Venho por este meio, mui nobre e eficaz, pedir a comparência de todos os besteiros que serviram debaixo das ordens de tão valoroso comandante, que as más línguas epitetam de amante de moços (é só aspecto, ele gosta é de homens), o Condestável D. Nuno Álvares Pereira.
O banquete realizar-se-à na estalagem de Vítor M. Coito Constantino na supra-citada Vila.
Unidos até depois de mortos!
Nota: o restaurante existe e chama-se mesmo assim!!!

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Publicidade

Estava eu no meu zapping pós-queima das fitas quando o escândalo e a dor bateram à minha porta, para já não falar da estupefacção.

O motivo desta reacção estranha foi um anúncio, não de pensos higiénicos, que eu acho ser o supra sumo da estupidez em matéria de publicidade, mas de bandas depilatórias.

Porque será que os anúncios com maior carga de estupidez são dirigidos às mulheres? Serão feitos por criativos machistas?!

Mas continuando. Estava eu acompanhado da minha cervejinha quando de repente aparece uma rapariga com uma perna engessada, com um rapaz imberbe a preparar-se para lhe retirar o dito - acho que ele não tem idade para ter qualificações para efectuar o serviço - e ela está preocupada com os pelos que possa ter na perna.

A voz off relata que ela usou bandas depilatórias que duram quatro semanas. A perna direita está impecável, sem um pelo que se veja, e se não me engano os pelos das duas crescem ao mesmo ritmo, a não ser que ela seja maluca e depile mais vezes a esquerda, então porque se preocupa?

Mas não é aqui que eu quero chegar. Quando se retira o gesso descobre-se, com grande surpresa, que não há pelos nenhuns, que surpresa!!!!

E logo de seguida o rapaz que descobrimos que é ortopedista, muito embora ele não tenha idade para ter o 12 ano, dá-lhe a marteladela da praxe no joelho e leva um pontapé nas partes baixas.
A voz off limita-se a dizer "Se ao menos todas as sensações durassem tanto tempo".

Estes publicitários são doidos. Sabem a dor que é levar um chuto nos TOMATES!!!???????

Penso eu de que

O amor é um pêndulo afiado que corta devagar o coração.

Penso eu de que

Errar não é humano, é estúpido.

Penso eu de que

Pensar é uma fraqueza, os ingénuos dormem melhor.