quinta-feira, 19 de maio de 2005

CSKA

terceleirada

Procura-se campeão

É certo e sabido que o campeonato nacional foi muito atípico. O Sporting sempre com altos e baixos, jogos magníficos seguidos de derrotas imcompreensíveis; o FCP vendeu os jogadores todos e comprou outros que não rendem nem em frente ao Jornal de Notícias.

Já o Benfica... Ah o Benfica, sempre regular, vai ser campeão quase de certeza no próximo fim de semana. De facto a reguraridade do SLB vai fazer com que se sagre campeão, porque efectivamente jogou o campeonato todo com uma qualidade de futebol muito baixa.

Viva a regularidade!

Sporting 1 - 3 CSKA

A imprensa já deve estar careca de dizer que o futebol português está pelas ruas da amargura, que não tem qualidade, que não se pode comparar aos “futebóis” dos campeonatos europeus.

Se bem me lembro, em 2003, o F.C. Porto ganhou a taça UEFA; em 2004 o mesmo FCP ganhou a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental; é também neste ano que Portugal vai à Final do Euro 2004, só perdendo com uma Grécia que pratica um futebol de bradar aos céus (marcam um golo e barricam-se na defesa com trincheiras e tudo!).

Este ano (2005) o Sporting esteve na Final da Taça UEFA, reparam ou fui só eu? O futebol português está mesmo mal, e se assim é nem quero imaginar as outras competições.

p.s. Para breve, muito breve, uma análise ao fenómeno do futebol.

Sporting 1 - 3 CSKA

  • Ao minuto 56 Ricardo, esse grande guarda-redes abriu a porta ao galinheiro e lá começou a deixar entrar os frangos. Como é possível?! Tirem o gajo da baliza e ponham lá um bidão, pelo menos fazia melhor figura. Só façam isto nas competições europeias, porque nas internas até nos dá jeito.
  • Os comentadores, ah os comentadores… A certa altura, durante o jogo, um deles, que não esse senhor que é Rui Tovar – esse sim percebe de futebol e de língua portuguesa – sai-se com esta pérola “Wagner Love tem um falhanço clamoroso!”. Disto isto só me apetece parafrasear o falecido Jorge Perestrelo “kéké isto?”
    O que raio é um falhanço clamoroso? Esfreguei os olhos e os ouvidos e fui ao dicionário da língua portuguesa da Porto Editora ver.
    Clamoroso, adj. Em que há clamor, ruidoso. É claro que também tive que ver clamor para não haver dúvidas.
    Clamor, s.m. brado, queixa, protesto ou reclamação.
    Acho que não vou continuar com isto, não faz sentido, retirem as vossas próprias ilações.
    Pior! Passados uns minutos, no segundo golo do CSKA, o mesmo comentador diz que há uma cratera na defesa do Sporting! Palavras para quê?
    Chamem a Edite Estrela por favor!

Sporting 1 - 3 CSKA

  • O Sporting falhou ontem a oportunidade de se tornar a segunda equipa portuguesa a ganhar a Taça UEFA. Recordemo-nos que a única foi ganha pelo F.C. Porto em 2003.
  • O clube russo, que tem o dedo do milionário Roman Abramovich (que é dono do Chelsea), acabou com as esperanças do Sporting de ganhar qualquer coisita esta época.
  • O treinador do CSKA, Valery Gazzaev, tinha prometido que se passasse à final desta competição cortaria o seu característico bigode à Artur Jorge. Ora quem viu o jogo ontem reparou que a bigodaça ainda lá estava. Como é, já não se cumprem promessas!? Só por esta afronta deviam tirar-lhes a taça!

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Policiário III

Dois dias antes. Porto, repartição das Finanças da Boavista. 11.15 da manhã.


“Senhor Funcionário?” perguntou um moreno alto com sobretudo negro e óculos escuros de massa. Aparenta 30 anos e fala com uma voz limpa e pausada.

“Sim.”

“É mesmo consigo que quero falar. Leia o conteúdo deste envelope e siga as instruções à letra. Bom dia” e virou costas saindo com postura de agente secreto.

Estupefacto o Funcionário olhou à volta e sentiu-se estranhamente aliviado por não estar ninguém perto para ouvir a conversa, mas receio de quê, certamente o homem era louco.

No entanto havia algo dentro de si que lhe mandava calar a boca e ser discreto. Foi ter com o chefe de secção e pediu-lhe par ir almoçar mais cedo.

Foi-se sentar num café abriu o envelope e ficou ainda mais estupefacto. O desconhecido tinha-lhe dito para seguir as instruções à letra, mas a mensagem continha uma espécie de cifra e um endereço de Internet.
“Só com números como quer este gajo que leve as instruções à letra?”

Policiário II

Curioso, abriu o pacote e pensou em todos os filmes e livros que tinha lido e que se assemelhavam a esta situação.

Sentiu-se como Ted Mundy e pensou onde estava Jonh Le Carré quando se precisava dele. “Gostava de ter o número de telefone dele, assim perguntava-lhe o que devia fazer nesta situação” pensou.

Mas afinal o que raio é que faz um simples funcionário das finanças entregue à bicharada, num hotel que fica numa terra, que ele só conhecia dos livros de história por cauda da famosa janela?

Policiário

Eram duas e trinta e cinco, quando um homem aparentando trinta anos, entrou no Hotel dos Templários em Tomar.
Dirigiu-se à recepção e depois de algumas palavras trocadas em inglês, pegou num pacote e na chave do quarto e dirigiu-se ao elevador. Dois minutos depois encontrava-se no quarto e vieram trazer-lhe uma garrafa de Martini.

Do seu quarto, que estava localizado numa das esquinas do hotel, tinha uma vista para a vila e para o castelo. Puxou uma das poltronas para a janela e serviu-se de meio copo. Olhou para o telemóvel mas este não correspondeu à expectativa.
Afinal que raio é que estava a fazer ali, pensou. É claro que não era todos os dias que uma desconhecida lhe ligava a propor uma coisa daquelas mas também não era todos os dias que ele se prestava ao que estava prestes a fazer.
Bebeu mais meio martini e tirou um cigarro. O telemóvel tocou e ele foi abrir a porta depois de atender.

À porta estava uma loira nórdica, que vestida de uma forma muito relaxada lhe perguntou num inglês perfeito, em forma de confirmação, o seu nome. Ele tentou mandar uma piada mas o humor nunca tinha sido o seu forte.
Cinco minutos depois a misteriosa rapariga saiu do hotel e ele estupefacto continuou agarrado à sua garrafa e ao tabaco.

Precisam-se: Mulheres saudáveis para comitiva

Reza a lenda que os exércitos levavam atrás de si enormes comitivas.

Para além dos normais cozinheiros, armeiros, carpinteiros, pagens, havia a necessidade de satisfazer outras necessidades prementes da soldadesca.

A moral das tropas tinha que ser naturalmente elevada e quem melhor para fazer isso do que mulheres!?

Ora sabe-se através da documentação relativa a inúmeras batalhas, que existia uma enorme proliferação de mulheres da vida a acompanhar a mole humana pronta a guerrear, por isso desengane-se quem pensa que a guerra era uma coisa exclusiva do sexo masculino.

"Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher."

Primeira reunião dos Besteiros de Aljubarrota



14 de Agosto de 1385
"Acerta-lhe com o virote, corta-o como um serrote!"
Camaradas:
Venho por este meio, mui nobre e eficaz, pedir a comparência de todos os besteiros que serviram debaixo das ordens de tão valoroso comandante, que as más línguas epitetam de amante de moços (é só aspecto, ele gosta é de homens), o Condestável D. Nuno Álvares Pereira.
O banquete realizar-se-à na estalagem de Vítor M. Coito Constantino na supra-citada Vila.
Unidos até depois de mortos!
Nota: o restaurante existe e chama-se mesmo assim!!!

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Publicidade

Estava eu no meu zapping pós-queima das fitas quando o escândalo e a dor bateram à minha porta, para já não falar da estupefacção.

O motivo desta reacção estranha foi um anúncio, não de pensos higiénicos, que eu acho ser o supra sumo da estupidez em matéria de publicidade, mas de bandas depilatórias.

Porque será que os anúncios com maior carga de estupidez são dirigidos às mulheres? Serão feitos por criativos machistas?!

Mas continuando. Estava eu acompanhado da minha cervejinha quando de repente aparece uma rapariga com uma perna engessada, com um rapaz imberbe a preparar-se para lhe retirar o dito - acho que ele não tem idade para ter qualificações para efectuar o serviço - e ela está preocupada com os pelos que possa ter na perna.

A voz off relata que ela usou bandas depilatórias que duram quatro semanas. A perna direita está impecável, sem um pelo que se veja, e se não me engano os pelos das duas crescem ao mesmo ritmo, a não ser que ela seja maluca e depile mais vezes a esquerda, então porque se preocupa?

Mas não é aqui que eu quero chegar. Quando se retira o gesso descobre-se, com grande surpresa, que não há pelos nenhuns, que surpresa!!!!

E logo de seguida o rapaz que descobrimos que é ortopedista, muito embora ele não tenha idade para ter o 12 ano, dá-lhe a marteladela da praxe no joelho e leva um pontapé nas partes baixas.
A voz off limita-se a dizer "Se ao menos todas as sensações durassem tanto tempo".

Estes publicitários são doidos. Sabem a dor que é levar um chuto nos TOMATES!!!???????

Penso eu de que

O amor é um pêndulo afiado que corta devagar o coração.

Penso eu de que

Errar não é humano, é estúpido.

Penso eu de que

Pensar é uma fraqueza, os ingénuos dormem melhor.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Queima do Porto II

Vocês sabiam que até sexta-feira dia 6, penúltimo dia de Queima já tinham entrado 250 000 pagantes no recinto?
Isto significa que a FAP encaixou cerca de 2 000 000€, a fazer contas de €8 por bilhete, já que tem que se fazer uma média entre os bilhetes de estudante entre os 5 e 6 e os gerais 10 e 12.
Espero ver o que FAP vai fazer com este dinheiro todo!!!
Afinal, na moeda antiga só são 400 000 contos!

Queima do Porto

Que dizer desta grande instituição?
Estivemos lá à procura de inspiração e de cerveja e já vos digo que foi de morte!
Uma bonita média de 20 cervejas por noite, das quais creio que só para aí umas três é que forma pagas...
Nunca subestimem o poder de persuasão de uma pessoa com muita sede!
Ou seja... 6 noites vezes 20 dá qualquer coisa como cerca de 120 cervejas que dá para aí 30 litros de cerveja!!!! Como se diz na minha terra "vai beber a uma bouça".
Tenho a acrescentar que dos concertos pouco vi e fodi a minha roupa toda. pareço um molho de podas ambulante.
Agradecimentos:
Ao pessoal da "Dura Moca", do "Kop's", e de mais algumas barracas das quais não me lembro do nome; ao pessoal da PSP que fez com que eu entrasse duas vezes de borla no recinto; ao Zeca pela credencial de domingo; à Cláudia pela credencial de sábado; e a todas as gajas a quem eu estive a chatear a cabeça!!!!
P.S. Marta se vires isto entra em contacto LOL

terça-feira, 26 de abril de 2005

Escritor semi-inspirado procura escritora transpirada

Escritor com um quarto de inspiração para partilhar procura escritora transpirada para dividir a renda de um blog em remodelação constante.

Responder para este endereço.

Agora sei o que escrever

Caros leitores:

A falta de inspiração foi chão que já deu uvas;
Não há fome que não dê em fartura;
A escrita é como as cerejas, quando escrevemos um texto não conseguimos parar.

Pois somados todos estes pressupostos, garanto-vos que o meu bloqueio cabou, pelo menos para já e durante esta semana vou voltar a atazanar-vos o juízo, com mais pérolas discursivas, daquelas que já me caracterizam.

Até lá leiam os outros blogs.

Miguel de Terceleiros

segunda-feira, 4 de abril de 2005

Não sei que mais escrever III

É desesperante tentar escrever e não nos vir nada à cabeça. Escreves e riscas logo a seguir. Escreves, riscas, escrevesriscas, que merda que borrão!!!!!!!
Desculpas… pedes uma cerveja. Bebes, bebes, bebes até que os teus sentidos se embotam e começam as ideias a fluir. Precisas é de um calço mental para poder deixar que tudo que está dentro de ti saia a bem.
Começas a rir, primeiro por dentro e depois gargalhas, metralhas tudo à tua volta, agarram-te pelos colarinhos e põem-te na rua.
Para além de não conseguires escrever também não consegues falar. Só consegues rir, rir, rir, rir, rir e começas a lavar-te em lágrimas, de tanto rir e não conseguir parar.

Não sei que mais escrever II

Ao contrário do que era usual, tudo o desconcentrava.
Uma criança de colo chorava e a mãe teimava em não o acalmar. Com a indiferença no olhar continuava a falar com a amiga e de quando em vez soltava um “o raio da criança não se cala” e continuava na sua estagnação de espírito que já lhe advinha da nascença. A estupidez momentânea, que passa por toda a gente sazonalmente, por álcool, sono ou distracção, até é aceitável e ludibriável, mas a congénita, nem pena se deve ter, não há solução e ponto final.
Cansou-se de observar aquela estupidez de cavalgadura e dirigiu a sua atenção para o papel em branco que devia encher-se de letras. Aquela alvura gritava-lhe aos olhos e deixava-o louco. Quanto mais olhava menos ideias lhe vinham à cabeça.