domingo, 15 de outubro de 2006

Artigo 3 Alínea a)

Estavam a fumar drogas do peso da insustentável leveza do ser.

Não. Estavam a fumar drogas do peso da alma, aproximadamente duas dezenas de gramas mais uma.

No Brasil grama é relva, mas não era relva o que fumavam, era erva e de boa qualidade, que o cheiro que vêm destas páginas é bom.

-Também quero - diz o narrador, mas já não sobra nada.

Desloca-se ao Coffee shop mais próximo e compra um saquinho, transparente e cheiroso.

- Anacronias é que não - debita o editor - Então esta história não se passa em 1790?

- Passa, mas estou a falar do narrador, e ele pode muito bem estar no presente em Amesterdão. Eu é que sei.

- Ok, mas acho que o produto assim não vende.

... compra um saquinho transparente e cheiroso, senta-se na esplanada ao lado do Hotel, na Herengracht e fuma.

Pensa no que pode mais narrar.
Pensa!

1 comentário:

Maria João Resende disse...

Por muito leves que sejam, a fumá-las há tantos dias o narrador ainda dá cabo dos sneurónios. E eu que estava cheia de curiosidade para lhe descobrir os pensamentos ...